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9 de julho de 2013

Sexo pode fortalecer a amizade, afirma estudo

Por meio da leitura de uma longa reportagem na Isto é, que falou sobre o comportamento e a interação entre amigos de sexos diferentes, vou tentar transcrever aqui uma boa parte do que foi escrito e mencionar o que tenho a dizer sobre o assunto. =) O texto começa afirmando que casais de amigos podem ser genuinamente amigos, mas ressalta que algumas pesquisas alertam que a atração física está presente e ainda afirmam que o sexo pode fortalecer os laços da amizade.

Um vídeo amador se tornou viral nos Estados Unidos e no Canadá por causa de um estudante universitário que foi pedir a opinião das pessoas a respeito da seguinte pergunta: homens e mulheres podem ser apenas amigos? As diferenças entre as visões, ressaltadas pelos próprios gêneros dos entrevistados, tornou tudo mais “interessante”. As meninas dizem que isso é possível. Já os rapazes, respondem “não”, entre hesitações, preleções e risadas. Bem, eu me pergunto: será que essas respostas masculinas não foram influenciadas pelo temor à terrível síndrome da “friend zone”? (risos) Conforme o vídeo avança, o rapaz provoca as mulheres, perguntando, por exemplo, se acha que os amigos delas podem, secretamente, gostar das gurias. As mocinhas começam a “dar o braço” a torcer e vemos que a resposta anterior “sim, claro” contém ressalvas e histórias interessantes. O “repórter” também procura se aprofundar em assuntos semelhantes com outras pessoas, desafiando esse conceito de haver “pura amizade”. O vídeo em si é curto, mas divertido. Confira o vídeo aqui (em inglês, sem tradução): http://www.youtube.com/watch?v=T_lh5fR4DMA

"Friend zone? Damn you!"

Embora o tema tenha tido uma abordagem lúdica para ser postado no Youtube (o que certamente influenciou em sua popularidade), ele adquiriu contornos científicos em três pesquisas que buscam entender melhor as implicações das amizades entre indivíduos de sexos opostos. Em resumo: na primeira pesquisa, os estudiosos definiram os quatro perfis mais comuns de relações entre eles e elas; em outro estudo, os pesquisadores concluíram que existe ao menos um pequeno nível de atração da maioria das amizades intersexuais e na terceira pesquisa, foi constatado que o sexo, para surpresa e alegria de muitos, pode fortalecer os laços entre os amigos.

A seguir, a reportagem realiza uma “revisão” histórica para retratar como funcionava essa amizade entre pessoas de sexo opostos no passado. Segundo o ponto de vista histórico, esse fenômeno é mais recente, surgindo depois da invenção da tevê em cores, em 1954. Veja que interessante: até o século XIX, essa forma de amizade era considerada um “mal degenerador”. Quem diz isso é Rosana Schwartz, pesquisadora de gênero pela PUC de São Paulo e também pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Segundo ela, ao utilizar argumentos religiosos e até mesmo científicos, os homens alimentavam a crença de que as mulheres eram frágeis e estavam mais propensas a comportamentos “questionáveis”; daí o cuidado de que sua convivência com outros homens fosse restrita ao âmbito familiar. Assim, na época havia a mentalidade de que a presença do homem iria subverter as pobres e ingênuas mocinhas a cometer o último sacrilégio: o sexo fora do casamento. (risos) Puxa, acho que já li essa história em algum lugar. Numa sociedade em que o círculo de amizades masculinas girava em torno do pai, dos irmãos ou dos padres, qualquer amizade fora desse padrão era bem difícil. Esse cenário foi mudando no período Pós-Segunda Guerra Mundial, quando a mulher buscou seu espaço no mercado de trabalho. Mesmo assim, segundo Rosana, a amizade intersexual só adquiriu mais estabilidade por volta nos anos 70, pois até uma década antes os únicos amigos homens que as mulheres tinham eram os amigos do seu marido. (!)

O texto prossegue alegando que, mesmo depois de 40 anos, embora essa interação entre os sexos seja um fenômeno muito mais comum, isso não exclui as complicações naturais nesse tipo de relação onde é natural haver confusão entre os sentimentos e/ou intenções. Mas será que a atração amorosa ou sexual estão sempre presentes em tais amizades? Ah, alguém aí está suando frio? (risos)

Uma equipe de professores da Universidade de Wisconsin-Eau Claire, nos Estados Unidos, utilizou uma amostragem com 400 adultos, com idades variáveis entre 18 e 52 anos, que mantinham amizade com pessoas do sexo oposto. A maioria confessou sentir ao menos um nível de atração por seu próprio amigo ou amiga, mas os homens tiveram resultados mais expressivos ao demonstrar seu interesse e também em sua disposição em marcar encontros amorosos com as amigas (o que talvez fosse previsível).

Em outro estudo, realizado pelo mesmos pesquisadores, os 400 entrevistados receberam instruções de listar os benefícios e malefícios das amizades intersexuais. A maioria considerou que tal relação era positiva. Porém, foi constatado que a eventual atração sexual era considerada uma vilã em sua própria vida. Justificativa: em virtude dela, enfrentavam problemas em seus relacionamentos amorosos. Além disso, aceitar que o companheiro amoroso tem um amigo do sexo oposto não é uma tarefa fácil para a maioria das pessoas, segundo a psicóloga americana Lillian Rubin. Segundo ela, os amigos, independente do gênero, existem para suprir lacunas que não são preenchidas no casamento e dessa forma tornam o mesmo viável. Em virtude disso, os amigos de sexo oposto do parceiro são considerados como uma ameaça. Uma declaração interessante e polêmica, não? Ainda assim, mesmo a despeito de tais riscos e da problemática atração sexual, as pessoas preferem investir em tais amizades, pois se sentem mais realizadas com tal “diversidade” entre os gêneros.

Já a pesquisadora americana Heidi Reeder, professora de comunicação da Boise State University, constatou que em 76% dos casos de “amizade colorida” apareceram relatos de que essa intimidade trouxe benefícios para a própria amizade. Ela entrevistou 300 pessoas e 20% dos homens e mulheres afirmaram que tiveram relações sexuais com pelo menos um amigo em algum momento da vida, o que surpreendeu inclusive a própria pesquisadora. Segundo ela, esse resultado contesta a ideia largamente difundida de que o sexo fora de um relacionamento romântico causa prejuízo emocional e acaba com a amizade. Além disso, 50% dos entrevistados iniciaram um namoro após conhecerem “melhor” o amigo. Vale destacar que a pesquisadora também identificou os quatro tipos mais comuns de amizade entre homens e mulheres (ver quadro no final da reportagem no último link) e outras descobertas interessantes. Eu procurei sintetizar aqui a parte que "justifica" o título dessa postagem. 

Bem, minha gente, o texto prossegue e, se querem vê-lo na íntegra, é só acessar o link. Existem exemplos verídicos de casais em diferentes contextos (inclusive na friend zone), estudos, estatísticas e opiniões profissionais. Uma boa reportagem. Como não quero escrever uma monografia, vou parar por aqui. (risos)

Agora vou citar minha opinião. Entre sites que citaram parcialmente esses estudos e a conclusão de que o sexo pode reforçar o vínculo da amizade (baseando-se mais especificamente na pesquisa de Heidi Reeder), li opiniões perplexas e contrárias a essa prática, alegando que isso incitava até a promiscuidade e banalizava o sexo. Tudo bem. Mas eu vejo da seguinte forma: se um casal de amigos está solteiro e há desejo envolvido, pode aparecer a oportunidade de transarem se ambos quiserem isso. Isso não chega a ser lógico e natural? Por que isso precisa ser motivo, necessariamente, de vergonha ou repúdio? As pessoas têm uma visão negativa a respeito da liberdade, mesmo em se tratando de uma possibilidade. Acredito que isso não significaria que agora qualquer círculo de amigos teria o pretexto perfeito promover orgias sexuais ou estimular a promiscuidade indiscriminada. Adeus friend zone? (risos) Se pensar bem, o fator amizade até proporciona um contato e intimidade prévia que pode ajudar a aproximação espontânea. Devemos convir, inclusive, que é difícil imaginar o que vai ocorrer durante o “percurso” de uma “simples” amizade. O maior problema ocorre quando uma das partes alimenta expectativas ou sentimentos que não são compartilhados. É a falta de sintonia que gera os conflitos. Mas acho que as coisas podem ser promissoras dependendo da cabeça e da predisposição do casal. 

Vale lembrar também que existem casos e casos e não há nenhuma “regra universal” que sirva para todas as pessoas, podendo inclusive haver casos em que o interesse romântico e/ou sexual prejudica a amizade (o texto aborda essa possibilidade também). Além disso, procurei focar no assunto que possivelmente mais atraiu a atenção dos leitores baseando-se em estudos. (risos) E chega.

Reportagem da revista Isto é:

7 de julho de 2013

Novidade na indústria erótica: o vibrador líquido



Quando falamos ou pensamos em vibradores, é comum se remeter às costumeiras próteses penianas sintéticas e artificiais - objetivos fálicos que têm mil e uma funções e características diferentes que têm a louvável intenção de satisfazer e levar as mulheres às alturas. Também existem objetos com outros formatos e utilidades diferentes, naturalmente. Mas o que me chamou a atenção nessa semana foi saber que existem vibradores líquidos em diversos sites (muitos inclusive aproveitavam a chance de divulgar preços e produtos). What? Bem, eu não sabia que isso existia, embora ela já tivesse aparecido em feiras eróticas no ano passado.

Em que consiste essa substância? É fruto de feitiçaria? (risos) Não, mas o curioso produto (em solução ou gel) pode ser aplicado no clitóris ou no pênis para aquecer a região (aumentando a circulação sanguínea periférica), provocando uma surpreendente sensação de pulsação e formigamento no local (com direito à sensação de “ondas” de suaves choques) que promete potencializar e/ou auxiliar o prazer adquirido. 

  
Por curiosidade, tentei achar um site com uma explicação científica mais detalhada a respeito de como o negócio age, mas não achei tais informações. Também tentei arranjar testemunhos em primeira mão de pessoas que experimentaram o produto e poderiam falar com mais propriedade sobre sua famigerada eficácia (livre de interesses comerciais ou simples teoria), mas ainda não obtive respostas (se surgirem, posto aqui).

Eu achei que essa novidade iria agradar mais à mulherada essencialmente porque parece promover uma forma um prazer auxiliar de maneira mais discreta (sem precisar ter brinquedinhos consigo), não impede ou atrapalha a penetração, o casal pode usufruir disso mutuamente e até possuem diferentes maneiras do vibrador líquido ser utilizado. É possível passar o produto (dependendo da versão) nos lábios para oferecer outras experiências ao beijo ou sexo oral, sem problemas de isso ser ingerido (pode contar até com diferentes sabores). Naturalmente, sequer exclui a possibilidade da masturbação. Segundo o que li, sua maior desvantagem é que seu efeito dura poucos minutos (por volta de 20 minutos), variando de pessoa para pessoa.

Eu francamente gostaria de testar o produto para poder oferecer um testemunho mais embasado a respeito de seu funcionamento. Os sites que li não se cansam de elogiar o vibrador líquido e fala-se que é sucesso de vendas entre as calcinhas de plantão. =) Caso alguém já tenha experimentado o produto, agradeceria o fato de lançar o seu testemunho nos comentários. Assim, o pessoal fica mais antenado com o que se oferece em matéria de prazer.

30 de junho de 2013

Aritmética sexual: cadê a equação?

Eu li um artigo no Yahoo com o qual me identifiquei e serviu de inspiração para o assunto que escreverei agora: o comportamento sexual esperado pela sociedade, sendo este definido pelo gênero. Falar sobre isso é ainda mais conveniente por ter uma relação estreita com minha última postagem. A mulher continua em liberdade condicional...

Se você precisar mencionar qual a quantidade de parceiros obteve em sua vida íntima para alguém, é possível que diga a verdade (especialmente se ela não for comprometedora, segundo seu entendimento), mas não é raro acontecer de a pessoa mentir que tenha tido menos parceiros ou até mesmo mais conquistas sexuais. A primeira possibilidade condiz mais com as “santinhas” precavidas, enquanto o segundo caso é mais próprio do macho predador. (risos) Parece que isso gera uma espécie de “confissão”, pois a natureza de sua reação dependerá do seu sexo, do padrão comportamental que deseja seguir (ou divulgar) e possivelmente até mesmo de quem irá receber sua resposta. Talvez a pessoa até não se sinta intimidada por essa questão estar “vasculhando” sua vida privada, mas sim porque o indivíduo já teme o prejulgamento a respeito de um número. Sim, um número. Mas não é um número qualquer.

Um número tende a nos cegar. Ele é frio, estático e sequer conta a história por trás dele, mas pode ser implacável dependendo da avaliação subjetiva que recebe. A sociedade machista em que vivemos estabelece um padrão de vida sexual mais comedido e discreto por parte da mulher. As normas sociais estabelecem critérios e parâmetros diferentes para os dois sexos e, desde pequeno, você é incentivado a aceitar as regras do jogo sem contestar (pois sempre foi assim) e agir de maneira que os seus pais não venham a te censurar. Somos criados a partir de rótulos, tendências e influências que guiaram a humanidade durante séculos e qualquer mudança é desencorajada, mesmo que ela respeite a individualidade de cada um.


Quando você foge dos padrões estipulados pelos outros (ou mesmo perante a História) e não liga para a opinião alheia, parece que se torna um pária. Afinal, você está demonstrando que é capaz de seguir seu próprio caminho sem “prestar contas” aos censores de plantão e isso incomoda bastante. As pessoas não estão muito dispostas a rever certos conceitos ou aceitar a singularidade humana, mas sim a deixar claro que tal comportamento não é adequado... ou esperado. Em alguns casos, acredito que lá no fundo possa haver uma inveja demagógica com tais atitudes, pois elas podem refletir uma coragem e autonomia que gera despeito. Tamanha ousadia! Os defensores da moral e dos bons costumes sentem-se plenamente justificados. E falando especificamente da mulher, em geral ela parece ter de se adaptar a esse novo mundo de maneira “cautelosa”, pois não é ingênua: sabe o que mundo “espera” dela entre quatro paredes. No entanto, espera-se que ela mesma saiba o que deseja para si, sem pressão e sem retaliação.

É bom deixar claro: uma pessoa pode defender seu próprio ponto de vista (ainda mais se ele for espontâneo e haver conforto nisso), mas é admirável desejar uma realidade em que haja mais neutralidade com a vida sexual das pessoas sem colocar em “xeque” a reputação delas. Nesse sentido, é fácil contextualizar o problema com as meninas. 

Falando-se da vida real, não temos como prever quanto tempo vai durar um relacionamento ou mesmo uma “ficada”. Pode durar tanto horas, quanto muitos anos. Assim, as pessoas têm um passado em sua intimidade e, mesmo a despeito de um número, ele não deve servir de parâmetros conclusivos para condenar a “conduta sexual” de alguém. Um número é uma maneira simples e injusta de reforçar o machismo.

Segundo o artigo que li, a Ohio State University realizou uma pesquisa que reforça aquilo que disse sobre mentir a respeito do número de parceiros(as). Os homens procuram aumentar o número porque desejam ser vistos como “homens de verdade”, viris e com experiência sexual; já as mulheres omitem alguns parceiros para ficarem bem na foto como respeitáveis “garotas de família”. Detalhe interessante: a pesquisa foi realizada com um público de estudantes universitários entre 18 e 25 anos enquanto eles passavam por detectores de mentiras. Trata-se de um segmento jovem que pode falar com propriedade sobre um assunto que faz parte de suas vidas.

Esse ciclo vicioso, sustentado e reforçado por um padrão de comportamento que se autodenomina “correto” ou “ideal”, favorece a manutenção de normas sociais que valorizam o silêncio em detrimento de sua própria sexualidade, excluindo ou omitindo suas preferências. Com exceção das pessoas que mantém seu posicionamento com autonomia própria (incluindo as pessoas que defendem a castidade), isso promove insegurança (eu sou um produto pré-concebido da sociedade), insatisfação (não posso deixar de seguir as regras pré-estabelecidas, sob pena de pagar caro por isso) e uma desconfiança com o pessoal que age com uma maior liberdade sexual, sem que isso sugira, necessariamente, devassidão.

27 de junho de 2013

Liberação sexual feminina sem libertinagem e condenação prévia



Parece coisa de fofoca, mas recentemente a atriz global Mariana Ruy Barbosa fez a seguinte declaração: “não adianta querer um príncipe se você não é uma princesa. É muito difícil uma mulher rodada encontrar um cara legal. Só vai encontrar sapo”. Bem, primeiro devo dizer que a Mariana tem todo o direito de ter essa opinião politicamente e historicamente “correta” a respeito das mulheres em geral. Mas agora irei questionar a ideia adorável de que apenas mulheres virgens e puritanas tenham mais chances de serem felizes no contexto conjugal.

Logicamente, ser “rodada” sugere um avaliação bastante subjetiva a respeito do número de parceiros de que uma garota deva ter para adotar esse infame título, mas vamos simplificar as coisas: preservar-se para um homem é a melhor e mais sábia “estratégia”? Ao meu ver, é tolice supervalorizar a virgindade feminina no sentido de ver isso como uma garantia de que o futuro amoroso será positivo. Um “investimento” a longo prazo. É lógico que cada garota faz do seu corpo o que bem entender, mas tenho certeza de que a maioria das mulheres sexualmente experientes possuem critérios para julgar se devem ou não transar com determinado homem. Não estou falando de aspectos “práticos” envolvendo meramente uma vagina lubrificada ou a oportunidade de fazê-lo, mas sim de crer que uma mulher do século XXI possui capacidade e autonomia de desfrutar de uma vida sexual ativa sem ter sua reputação prejudicada. Pior, sem ser julgada por outros segmentos da sociedade que defendem tradições como só perder a virgindade na noite de núpcias.

Não me entenda mal. É lógico que cada mocinha deve viver sua vida íntima conforme sua própria “filosofia” (especialmente se sentir feliz com ela), mas acho interessante notar que haja tanta diferença prática entre os sexos. Até mesmo se considerar a educação familiar entre as meninas, geralmente é comum observar uma semente de repressão sexual sendo plantada no coração da guria com “bons” pretextos. Não importa quantos séculos passem, parece vigorar uma ditadura machista (e religiosa, histórica, sociológica) de que a castidade feminina é o caminho mais belo e “correto” de se viver dentro da sociedade. 

Será que, mesmo a despeito dos pesares e dos maus exemplos, as meninas não deveriam se sentir mais tranquilas com sua própria vida sexual sem se sentirem molestadas pela censura alheia ou mesmo sua própria consciência (geralmente construída por fortes influências externas nesse quesito)? Pode-se argumentar que hoje tecnicamente qualquer garota conquistou sua liberdade sexual, mas com exceção do livre arbítrio individual, será que existe realmente uma visão “democrática” a respeito dessa conquista chamada liberdade sexual entre as moças?

  
Ora, a liberdade não precisa ser um sinônimo de libertinagem, devassidão e tantas outras denominações vulgares. Não estou dizendo que isso não exista, mas sim que é tolice ser taxativo em julgar as mulheres pelo simples fato de terem vida sexual ativa. Cheguei a ler em fóruns sobre o assunto e fiquei surpreso com a quantidade de pessoas que defenderam um estilo de vida mais “puro” entre as meninas. Os homens, então, geralmente aplaudiam de pé essa resolução sem olhar para o próprio umbigo, privilegiando séculos de uma educação machista e antiquada (minha opinião). Claro, certamente as pessoas não devem mensurar um meio termo: a mocinha só pode ser uma santa angelical ou uma vadia desavergonhada. 

Ainda assim, é interessante notar que mesmo as mulheres de “hoje” continuem insistindo em assumir o caráter “proibitivo” do sexo. Será que adotar essa visão não é uma forma também de subestimar a própria mulher em matéria de seu “bom senso” sexual? Algumas pessoas podem argumentar que manter a virgindade é uma forma de não se envolver com cafajestes ou pilantras – entregando o ouro ao “bandido” – mas me parece que essa é apenas uma forma de apostar perigosamente no homem que será seu futuro marido, enquanto a jovem se priva de viver diferentes e produtivas experiências de cunho sexual no decorrer de suas relações amorosas.

Já conversei com algumas mulheres que se preservaram para o casamento e, anos depois, se arrependeram de adotar essa “estratégia” de manter a virgindade até o leito nupcial. Certamente existem os exemplos contrários também, eu sei. Mas o que se vê a partir desses relatos é que seguir o “script” não exclui seus riscos. Se pararmos para pensar, uma mulher mais experiente na cama teve muito mais chance de conhecer diferentes homens na intimidade e assim fazer uma “pesquisa” mais aprofundada do cara certo para si, embora isso não se restrinja ao sexo, naturalmente. Ainda assim, isso oferece ainda mais "vivência" e oportunidade de amadurecimento às moças.

Portanto, a ideia de ter critérios sólidos para dividir os lençóis com alguém parece ser uma forma excelente de evitar “quebrar a cara” sem sufocar a própria sexualidade. Eu mesmo percebo, pelo menos em garotas com certo nível de instrução e educação, que ser livre para transar não significa que elas não se questionem se “esse é o momento adequado”, “se esse cara é merecedor” e assim por diante. Logo, não falta consciência e análise crítica a respeito de tais decisões.

Fora essas questões, encontrar uma pessoa legal para si sugere sorte e perseverança. Adotar bons critérios vai ajudar a filtrar as pessoas que passarem em sua vida. Daí a importância de namorar mais e não colocar suas esperanças românticas virginais no colo do “futuro noivo”, pois este é um processo de autoconhecimento, de descobertas e de “sintonia”. Infelizmente, o hímen não conta com um radar próprio para “príncipes”. Talvez o cérebro e o coração tenham mais mérito nesse caso. Eu fico pensando, aliás, se certas ideias apenas favorecem um casamento precoce pelas razões erradas...

4 de dezembro de 2012

O perigo da S.I.D.A.

Meu fds foi muito morfético. Até que não estava morfético antes, porque tinha combinado de ir almoçar com a minha mom no Burguer King.  Finalmente, abriu uma rede na minha cidade... ¬_¬'.... Além de comer no burguer, a gulosa aqui ainda passou no Habib's para levar umas 30 esfihas para janta e almoço de amanhã! haushaushaus Estou comendo muito! '-' Desse jeito vou engordar novamente. Não sei o que acontece comigo. Ow vida!

E além disso, a Vivo motherfucker está me trollando novamente!

Na verdade estou só desperdiçando o meu tempo aqui. Deveria estar agora na cozinha. haha E escrever o post para amanhã. Bom, post de hoje: a SIDA ou a AIDS, pois já que me dei conta que dias atrás foi o Dia Mundial contra o Virus. Apenas me lembrei justamente por causa da data, porque não tenho mais visto nada que vem da TV. A cada dia que passa, eu tenho asco e nojo da mídia.

Vi numa pesquisa (não me recordo de qual fonte era) que infelizmente, o índice de casos de contaminação está aumentando entre jovens de 14 anos até 29 anos (heterossexuais e principalmente homossexuais) sobretudo no estado de SP. E que o índice também tem se elevado para pessoas da 3ª idade! :O Fico imaginando o porquê estas pessoas acefaladas não fazem juz ao uso de preservativos. É irresponsabilidade para com o seu próprio corpo!

Ainda não sei como existem pessoas inconscientes em pleno século XXI. Afirmo com toda a veracidade, que os jovens que não tem consciência sobre a gravidade da AIDS, são os acéfalos ignorantes e acomodados pela mera burrice e por atitudes imbecis. Aliás, nem sempre são ignorantes. Quando digo acéfalos e sem consciência, são os bestas que acreditam que o vírus não se propagará com ELES, e por isso, acabam agindo irresponsavelmente e esquecem de usar preservativos em qualquer tipo de relação sexual. Assim como usuários de drogas injetáveis que utilizam seringas compartilhadas. AIDS não tem cura.  E creio muito que jamais haverá cura, o vírus é altamente mutagênico. E meu ponto de vista sobre a vacina para evitar o contágio com o vírus é negativa. E consequentemente, aí é que as pessoas abusarão da sorte, e logo vem a desgraça se propagando em efeito dominó.

O problema é que, a política de combate contra AIDS aqui no Brasil é fraquíssima. A campanha só torna a aparecer com frequência em mídias durante a época de Carnaval. DEVERIA SER O ANO INTEIRO!!! O brasileiro é um típico de pessoa,  que se preocupa quando a campanha aparece, e logo depois se acomoda. Aí... já viu o acidente, quando se acomoda, ou é o  contágio de AIDS ou alguma DST, ou gravidez indesejada, ou da gravidez indesejada com o feto já contaminado pelo vírus. Por conseguinte, vem a questão do Aborto, o qual só deixarei para amanhã ou noutro dia. Só adianto a seguinte opinião: sou favorável à legalização do aborto, porém que não faça disso uma atitude corriqueira e irresponsável, pois traz danos ao organismo da mulher. Quando falo que sou favorável, quando se trata em alguns aspectos.

Concluindo: consciência sobre a importância do uso de preservativos, sobre DST's e AIDS vem da casa, e
também da escola. Pais que não sabem orientar os filhos neste aspecto, a  tendência destes filhos é agir irresponsavelmente. Aliás, se a pessoa que é esperta o suficiente para perceber que não há diálogo com os pais, é simples, vá buscar informações em livros, médicos... entre outras tantas coisas. Eu agradeço por ser consciente, até porque minha mãe nunca teve problemas em dialogar sobre tudo isso desde os meus 11-12 anos de idade. Mesmo ela me passando alguns valores cristãos, ele sempre teve o bom senso crítico em conversar sobre absolutamente tudo comigo.  Não é porque eu sou uma pessoa tímida (quer dizer... não sou tanto, até porque mudei muito nos últimos 10 anos.. me tornei sem-vergonha hahahaha) isso possa significar que eu tenho restrições para discutir abertamente sobre determinados assuntos. Bom senso deveria existir em todo o lar, e em qualquer família. Quem ama, cuida e educa.