22 de abril de 2013

No patience with shit things [2]

Faz algum tempo que não venho postando aqui, apenas algumas citações retiradas de determinadas páginas do Facebook ou uma música ou outra. Idéias até tenho, porém expô-las não é tão fácil como eu pensei anteriormente, são assuntos polêmicos e minha opinião sobre estes ainda não estão consistentes. Tenho deixado o blog nas mãos dos meus amigos.

Para quem me conhece, sabe que desde o ano passado, eu estava brigando constantemente com a minha internet troll. Estou imensamente feliz que ela está boazinha desde o mês retrasado. :D Por enquanto, estou numa fase de paz com a Vivo. Já perdi as contas de quantas reclamações eu fiz via telefone.. --'.... Pelo visto, meu sacrifício e paciência valeu alguma pena. 

Vamos ao post, que na verdade, não é de nada interessante. No final do ano passado, fiz o post (link no título) "No patience with shit things", onde eu estou relatando sobre a minha intolerância com as coisas que tenho lido na internet de modo geral, seja no Facebook, de páginas de mídias conhecidas e etc. Para ser franca, minha impaciência prossegue continuamente, porém estou aprendendo a absorver o que me irrita  por processo osmótico.

Agora o próximo alvo tem sido mesmo as pessoas, sobretudo meus amigos. Sei que passei por alguns problemas de saúde no início deste mês, mais a gripe que contraí nesta semana... mas nem por isso é necessário ficar me ordenando o que eu devo fazer... pqp... 


Eu mereço isso? Tem gente que ainda me trata como uma criança de 4 anos... aí eu digo, é foda isto. O pior é quando as palavras se tornam repetitivas, e este amigo X me disse "take some rest... get some rest... turn off your pc... e bla bla bla" Sei bem que não era a intenção de me provocar e sim por preocupação, mas poxa, é questão de bom-senso. Estava mais parecendo minha mãe quando eu era criança. --'

Um bom exemplo que mencionei, ainda há outros que vou te contar... O bom é que, estou aprendendo a  trollar melhor as pessoas. Tenho duas opções: contrariá-las ou negá-las. hahaha I'm a bad person! 






19 de abril de 2013

Amor próximo à toda prova



Gostaria de colocar em pauta uma tese para discussão. Eu li em um livro de romance a seguinte frase: “Talvez temesse que aquele grandioso amor, que tinha resistido a tantas provações, não pudesse sobreviver à mais terrível de todas: a convivência.” No caso, a personagem se satisfazia com o fato de ver o seu amor em encontros frequentes (semanais) e escondidos (haviam razões para isso), mas se “acostumou” a viver sozinha com a família, embora ocasionalmente ela sentisse vontade de fugir com ele... e tais ideias se dissipavam rapidamente. Ela inclusive tinha uma filha com ele para reforçar seus laços. Mas veja o que a autora diz a respeito de se casar e como isso pode “desafiar” a força de qualquer amor. 


Sei que a maioria das pessoas românticas ou a favor do matrimônio de maneira tradicional provavelmente serão contra essa afirmativa. E até certo ponto, parece uma contradição pensar que viver perto de quem se ama seja uma motivação para ver o amor degenerar. No entanto, faça uma análise fria e racional dessa possibilidade: será que conviver constantemente próximo do amado ou amada (leia-se morar sob o mesmo teto) ajuda a “esfriar” o sentimento? Seria essa uma tendência mais comum, embora saibamos que existem casamentos que contrariam tal “regra”? Leia esse outro trecho do livro: “Blanca preferia esses encontros furtivos com o amante em hospedarias à rotina de uma vida em comum, ao cansaço de um casamento e ao pesadelo de envelhecer juntos, compartilhando as penúrias do final do mês, o mau cheiro da boca ao acordar, o tédio dos domingos e os achaques da idade”.

Logicamente, sei que ao iniciar uma união ou mesmo um relacionamento amoroso, é normal a gente idealizar as coisas e possivelmente fazer prognósticos favoráveis do que estamos vivenciando e sentindo. Podemos não ter bola de cristal, mas é fácil enxergar o futuro com olhos otimistas e generosos estando juntos quando as coisas vão bem e/ou quando estamos muito apaixonados. É aquela velha história de enxergar tudo como um mar de rosas e podemos ter boas razões para pensar assim. (risos) No entanto, será que o próprio casamento e a rotina inerente ao convívio funciona paradoxalmente como um mecanismo indireto para “destruir” e/ou enfraquecer sentimentos? Será que a “união estável” – civil ou religiosa – traz consigo um progressivo desgaste do que sentimos? Será possível que um certo distanciamento promovido pelo namoro, no qual geralmente os casais mantém certa independência cotidiana, ajuda a manter o encanto e a alimentar (ou preservar) o amor? Naturalmente, lembre-se de que o que está sendo mais questionado aqui são os efeitos da rotina e o convívio constante a longo prazo em circunstâncias amorosas. Dê sua opinião.

11 de abril de 2013

Vida frágil

Ontem compareci ao enterro de um querido tio meu e, como é de se esperar, foi uma ocasião triste e melancólica. Até mesmo o tempo favoreceu isso, pois a tarde estava nublada e chovia. Mesmo sendo os parentes mais próximos (minha tia, duas primas e um primo), já fazia vários anos que não havia aquele contato mais frequente e estreito entre a gente... pelo menos, de minha parte, ainda que seja a irmã mais próxima de minha mãe. Dois desses primos participaram mais de minha juventude (em especial, minha infância e aborrescência) e sinto um certo carinho por eles fomentado pelas lembranças, mesmo que nossos “caminhos” ou estilos de vida hoje sejam tão diferentes. Ainda assim, foi impossível deixar de se emocionar ao ver aquele ambiente de funeral na capela... o corpo de meu tio repousando no caixão... sua família e amigos ao redor. Senti um nó na garganta e foi difícil lutar contra as lágrimas, mas estava ali para confortar outras pessoas... estar presente em um momento difícil. Curiosamente, quando abracei minha prima mais nova de 16 anos, com quem não tinha muita intimidade, foi o momento mais comovente, pois senti um abraço mais duradouro e maior comoção entre a gente. Eu mesmo aproveitei o momento para aliviar o coração. Foi bonito e triste.

Esse meu tio estava internado, sofria e padecia de problemas com o coração. Nesse sentido, foi melhor que ele tenha descansado. Soube que ele faleceu na madrugada de ontem nos braços de minha tia enquanto ela dava suporte e fazia companhia ao marido. Até comentei com minha mãe que era uma benção poder morrer nos braços de quem se ama. E é verdade. Espero poder não estar sozinho ou solitário quando chegar a minha hora, por mais que esse possa ser um pensamento mórbido a princípio. 


O que achava mais marcante na personalidade de meu tio era sua risada (única) e a capacidade de zoar qualquer um. Ele sabia ficar furioso, conversar sério, resmungar ou protestar contra algo, mas seu bom humor sem dúvida era mais contagiante. E convenhamos, todas as famílias têm os seus problemas, defeitos e limitações, mas ele tinha motivos para se orgulhar do clã que possuía... e viu crescer, tendo até netos.

A ocasião serviu também para reforçar a consciência de nossa mortalidade e fazer refletir sobre o fato de lidar com a morte... em especial, com a ausência física permanente de alguém querido. Eu não estou preparado. Acho que não tenho nem estrutura para enfrentar, por exemplo, o falecimento de minha mãe. Acho que sou fraco e imaturo. Meu Deus, eu não consigo imaginar minha reação em tal ocasião, mas acho que só seria uma ruína humana de lágrimas. E mesmo assim, sou capaz de desvalorizar sua presença através da raiva, mau humor ou outros sentimentos negativos. Vergonhoso, imperfeito.

Mais uma vez, a vida se encarrega de demonstrar sua importância através de sua limitação. Não somos eternos. Gostaria de ter mais tempo para viver e aproveitar a companhia de quem me é importante... e isso pode ser tão egoísta! Mas francamente, não preciso ser idoso para perceber como o tempo passa rápido... e nem sempre da maneira como gostaríamos.

Hoje o dia amanheceu mais triste.

9 de abril de 2013

A complexa sexualidade

Há séculos a humanidade manifesta uma diversidade em sua sexualidade. Se for necessário, bastaria fazer uma pesquisa histórica para analisar esse fato. Mesmo assim, embora não seja especialista na área, parece que a sociedade está lidando com uma mudança antropológica envolvendo sua maneira de demonstrar como lidar e “enfrentar” o que é “diferente”, já que este – o incomum, o exótico, o “estranho” – não parece estar interessado em estar apenas nas “sombras” ou ser “discreto”.

Nos últimos anos é perceptível a maior exposição de pessoas envolvendo orientações sexuais diferentes do tradicional heterossexual. Além disso, existem os indivíduos com manifestações de identidades de gêneros divergentes do próprio sexo biológico, como é o caso dos transexuais. Muitas pessoas inclusive têm se aproveitado da mídia para poderem assumir sua condição ou mesmo divulgar um comportamento defendendo sua “filosofia sexual”. A internet então é um espaço riquíssimo para disseminar rapidamente uma notícia, criar polêmica ou espalhar determinada “novidade”. Não vou citar exemplos concretos pois não vejo tal necessidade.


O fato é que nas ruas e no ciberespaço o público LGBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros) têm saído mais do anonimato (ou da passividade) e defendido mais sua dita causa contra a homofobia e procurado conquistar mais “espaço”. Da mesma forma, assim como esse movimento ganhou força, muitas pessoas contrárias a essas práticas ou orientações sexuais saíram em defesa de suas ideias, valores, crenças etc. para justificar seu posicionamento. O que se vê é uma disputa ideológica, verbal e violenta entre os diferentes lados dessa guerra. E o palco armado encontra-se na própria sociedade, pois parece difícil haver uma coexistência pacífica e respeitosa. Por mais que os tempos sejam outros, a maior liberdade – mesmo na legislação ao conquistar o direito ao casamento – favorece certo “antagonismo”.

Tenho acompanhado comentários ou a participação do público em páginas que possuam temática LGBT – mesmo sendo uma simples notícia, por exemplo – e vejo frequentemente muita intolerância, hostilidade, negativismo etc. no que leio. 

Se me permite, gostaria de abrir um parêntese. Isso me lembrou até uma frase que já li nos quadrinhos envolvendo os X-Men e os humanos. Em virtude da caça, perseguição e hostilidade franca perante os mutantes, o professor Xavier disse que as pessoas costumam sentir medo ou ódio do que não entendem. Qual é a sua opinião a respeito da maior exposição e liberdade do universo LGBT?