9 de abril de 2013

A complexa sexualidade

Há séculos a humanidade manifesta uma diversidade em sua sexualidade. Se for necessário, bastaria fazer uma pesquisa histórica para analisar esse fato. Mesmo assim, embora não seja especialista na área, parece que a sociedade está lidando com uma mudança antropológica envolvendo sua maneira de demonstrar como lidar e “enfrentar” o que é “diferente”, já que este – o incomum, o exótico, o “estranho” – não parece estar interessado em estar apenas nas “sombras” ou ser “discreto”.

Nos últimos anos é perceptível a maior exposição de pessoas envolvendo orientações sexuais diferentes do tradicional heterossexual. Além disso, existem os indivíduos com manifestações de identidades de gêneros divergentes do próprio sexo biológico, como é o caso dos transexuais. Muitas pessoas inclusive têm se aproveitado da mídia para poderem assumir sua condição ou mesmo divulgar um comportamento defendendo sua “filosofia sexual”. A internet então é um espaço riquíssimo para disseminar rapidamente uma notícia, criar polêmica ou espalhar determinada “novidade”. Não vou citar exemplos concretos pois não vejo tal necessidade.


O fato é que nas ruas e no ciberespaço o público LGBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros) têm saído mais do anonimato (ou da passividade) e defendido mais sua dita causa contra a homofobia e procurado conquistar mais “espaço”. Da mesma forma, assim como esse movimento ganhou força, muitas pessoas contrárias a essas práticas ou orientações sexuais saíram em defesa de suas ideias, valores, crenças etc. para justificar seu posicionamento. O que se vê é uma disputa ideológica, verbal e violenta entre os diferentes lados dessa guerra. E o palco armado encontra-se na própria sociedade, pois parece difícil haver uma coexistência pacífica e respeitosa. Por mais que os tempos sejam outros, a maior liberdade – mesmo na legislação ao conquistar o direito ao casamento – favorece certo “antagonismo”.

Tenho acompanhado comentários ou a participação do público em páginas que possuam temática LGBT – mesmo sendo uma simples notícia, por exemplo – e vejo frequentemente muita intolerância, hostilidade, negativismo etc. no que leio. 

Se me permite, gostaria de abrir um parêntese. Isso me lembrou até uma frase que já li nos quadrinhos envolvendo os X-Men e os humanos. Em virtude da caça, perseguição e hostilidade franca perante os mutantes, o professor Xavier disse que as pessoas costumam sentir medo ou ódio do que não entendem. Qual é a sua opinião a respeito da maior exposição e liberdade do universo LGBT?

3 comentários:

  1. Desde que o mundo é mundo, nada será igualitário dentro da sociedade Bis. O universo LGBT até tem conseguido seus direitos e um espaço cada vez maior dentro da sociedade, porém ainda enfrentará muitos obstáculos, porque a intolerância contra este grupo ainda é imensa, sobretudo aqui no Brasil, um país ainda em desenvolvimento e que ainda não consegue aceitar muito bem este grupo. Eu acho que, mesmo que muitas pessoas não concordem com este grupo, no mínimo elas deveriam saber respeitá-los. O maior problema é quando há grupos organizados, que agem com violência extrema contra estas pessoas... e inibí-los não é algo tão fácil, porque estão espalhados mundialmente... os skin-heads.

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  2. Sim, imagino que seja difícil lidar com as minorias quando estas, de alguma forma, incomodam ou enfurecem uma parcela considerável da sociedade. Outro dia vi um trecho de um filme em que um cara gay, mais experiente, tenta confortar uma amiga que descobriu recentemente sua condição lésbica, sentindo-se então aflita e culpada inclusive pela sua própria família. Eis o diálogo:
    - Eu menti para ela. Eu estava beijando a garota. Transei com ela. Mas o jeito que ela falou sobre isso... o jeito que ela falou sobre isso... sabia que se contasse, mamãe me odiaria.
    - Eu sou gay, Jimmy.
    - Tudo bem. Às vezes é mais fácil não contar a verdade. Não seja tão dura com você.
    - Não sei o que fazer, você é o único gay que eu conheço.
    - Não se preocupe, acontece com todos. A primeira vez que alguém suspeita ou nos xingam, é o momento de não dizer nada.
    - Mas se meus pais souberem? As pessoas souberem? Eles vão me odiar.
    - Querida, sou negro e gay. Eles me odeiam mais do que odiariam você.
    - O que você fez?
    - Tem de ser forte. Eu sou desde pequeno porque precisei. Não levo mais para o lado pessoal, pois sei que é ignorância e medo. E o problema não sou eu, são eles.
    - Eu não quero magoar minha mãe. Mas não sei quanto tempo vou guardar segredo.
    - Vai saber quando chegar a hora certa.
    - Talvez dê tudo certo. É amigo de minha mãe há muito tempo e ela o aceita.
    - Sim, mas você é a filhinha dela. Mães e filhas são muito complicadas.
    Não tenho a pretensão de explicar ou resumir um tema tão complexo e polêmico em uma cena de filme, mas ele traz dados interessantes para refletir. Espero que esse período de transição para essa maior compreensão e paz entre as diferentes camadas da sociedade seja breve. =)

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  3. Nossa... quando é negro e gay, às vezes chega a dar pena do cara, porque o preconceito que será sofrido, é duplo. Mas o que importa, é que a pessoa tenha fibra, assumi e saiba enfrentar todos as adversidades que lhe impõe sobre sua orientação sexual.

    Contar para os pais é o maior desafio. Mesmo que hajam pais que aceitem e respeitem a decisão dos filhos, estes sofrerão ainda na mão da sociedade. A sociedade brasileira ainda não está com mente totalmente formada, devido à cultura, diferentemente dos países desenvolvidos que aceitam normalmente.

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