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5 de dezembro de 2010

O apoio católico ao nazi-facismo nas déc. de 30 e 40.

Pra variar, E depois de algum tempo, aqui retorno. Bom, confesso que este foi um dos que mais consumiram o meu tempo. Quer dizer, não consumiu todo este tempo que me ausentei desde o meu último post (hahaha), em parte, enrolei bastante para retornar aqui. Enfim, tive uma certa cautela para não escrever algo que esteja fora da realidade e da história humana.

Me recordo quando comecei a estudar a história geral da Europa, e mesmo na matéria de Geopolítica (confesso que na época não gostava kkkk) me lembro muito de quando chegou-se aos fatos sobre o nazismo e facismo, em meados de 1998, quando estava na 8ª série. É, faz tempo mesmo! rs Só ficava horrorizada (e ainda fico) com o Holocausto, de como um cara daqueles manipulava a política para praticar o extermínio afirmando a raça ariana ser superior a todas. Inclusive, na mesma época, a profª de História tinha (de fato, nos obrigado kkk) a comprar o livro "Pão Amargo", da autora Jadwiga Mielzynska, a qual retrata sobre o período que essa  que por sinal, vale muito a pena.

Mas... até então, nunca parei para pensar se o Hitler era ateu ou tinha alguma religião. E não só pela essa tal curiosidade, mas o fato de um ser humano assim ter uma tal capacidade em exterminar milhares de pessoas inocentes. Claro, quem ler, dirá "ah, mas é claro, o cara tinha problemas mentais" ou mesmo, "pô, o Hitler não regulava bem o cérebro!", e entre outras.. Pra mim estes não são justificativas suficientemente exatas para explicar o que realmente arrolava no cérebro de um ser daqueles. Vejamos bem, a compreensão do limite da maldade humana é de tal forma complexa. Quanto mais racional, mais complexo é compreender o cérebro.

Alguns dias atrás, estive rondando em algumas comunidades do Orkut e em uma delas, li num tópico falando sobre a questão do Hitler ser ateu. É evidente que, quando se adentra diante de um assunto que englobe a religião, já se torna um ba-fá-fá tremendo. O pior mesmo, foi ler uma resposta deste mesmo post, de um cara de se julga católico, defensor do Catolicismo mas ao mesmo tempo, afirma que não tem uma crença definida, dizer que o Hitler era o maior orador político da humanidade, além de que, o mundo estaria melhor caso a guerra fosse vencida por ele. É, no mundo, existem 'loucos' para tudo.

Curiosamente, encontrei algumas fontes relatando o apoio do Vaticano ao nazi-facismo o que certamente não estava escrito nos meus velhos livros de História Geral. Fatos que não sabia, aliás, que a maior parte da humanidade não sabe. Fatos que até o hoje, o Papa Bento XVI fica embaraçoso e culpa a atrocidade nazista ao ateísmo.  Como citei num post, a maldade humana existe em qualquer credo, sejam com ou sem religião.

Disse o papa (fonte: Bule Voador)
“Até mesmo durante as nossas vidas, nós conseguimos lembrar como o Reino Unido e seus líderes se levantaram contra a tirania nazista que queria erradicar Deus da sociedade e negava nossa humanidade comum a muitos, especialmente os judeus, que se julgava indignos de viverem” (…) Quando formos refletir sobre as lições sombrias do extremismo ateísta do século 20, nunca nos deixemos esquecer de como a exclusão de Deus, religião e virtude da vida pública leva em última instância a uma visão truncada do homem e da sociedade, e portanto uma visão reducionista das pessoas e seus destinos.”

A verdade é crua e dolorosa para a ICAR, o Hitler era batizado como católico apostólico romano, e que da religião e de má fé, aproveitou para lançar suas falsas teorias sobre a superioridade ariana. De acordo com livro Mein Kampf, escrito pelo próprio Hitler, alguns trechos do livro, ele usa e cita o nome de Deus e de Cristo para  justificar suas teorias anti-semíticas. Eis alguns trechos do livro, segundo o site Bule Voador:

“Portanto, estou convencido de que ajo como agente de nosso Criador. Ao lutar contra os judeus, estou fazendo o trabalho do Senhor.


No mundo, os homens distorcem a palavra de Deus. Existem extremistas religiosos assim como existem extremistas ateus. Como repito novamente, a maldade existem em ambos os lados. O Hitler não era um homem de Deus e sim um homem que utilizava a palavra do Senhor para lançar suas bases ideológicas mais duvidosas possíveis.

Como citei, encontrei dois artigos antigos (arquivos Veja e Terra) durante a minha "caça", tudo que envolvesse este assunto. Não irei detalhar por completo, já que vale a pena lê-los pois retrata a parte da história que a quase totalidade dos seres humanos desconhecem. Ainda mais quando se trata do apoio da maior religião cristã (bom, considero "cristã"). O pior de tudo é que, possivelmente (e quase certa) o apoio do papa Pio XII (ou papa Pacelli) ao Hitler, tinha certamente um bom motivo oculto: preconceito contra os judeus.

Obviamente, a guerra e a opressão humana só deixará de existir a partir do momento em que exterminar todos os tipos de preconceito existentes e até mesmo da religião. A religião que distorce a imagem de Deus e de Cristo.

21 de setembro de 2010

Que vê e lê, pensa!

É, justamente isso! Quem lê o meu blog, pode pensar que ele está direcionado ao meu repúdio contra a ICAR. Muito pelo contrário, não condeno, não tenho preconceito enfim, não escrevo o modo de pensar apenas para atacá-la. Atacar tem uma diferença extremamente gritante quanto ao expor as indignações da sociedade perante aos inúmeros fatos errôneos que o próprio Catolicismo já cometeu e que no presente, ainda comete. E unicamente, suas atitudes frente aos fatos, são expressas em demagogia e palavras, onde saberemos que nunca chegarão à nenhum lugar e nem veremos resultados concretos. E não só isso, embora eu acredite no Senhor e em Jesus, discordo veementemente das regras e definições aplicadas pelo Catolicismo, distorcendo o verdadeiro Cristianismo.

Enfim, se pra mim for conveniente atacar, atacaria qualquer credo ou religião que fosse, afinal o que torna a religião distorcida são os homens. Erros existem em qualquer credo assim como fanáticos e  fundamentalistas, que se acham os verdadeiros donos da verdade e do mundo. Aliás, hoje em dia não sei o que é pior: ser humano ou a religião. Aliás, é incrível a quantidade de pessoas  que fazem da religião a sua imagem para depois viver a vida arbitrariamente. Pois é, existem pessoas assim. Pessoas más, de mau índole e de mau caráter existem qualquer grupo religioso. Assim como existem no grupo de ateus, agnósticos, agnósticos teístas e entre outros milhares. Conclusão: pessoas assim existem em qualquer lugar, sobretudo onde menos esperamos.

Realmente sei que a alma do meu blog está se direcionando mais para a crítica e do que propriamente para a minha vida e  nem caminha da mesma forma como eram no início de quando comecei a postar... os bons velhos tempos. É... bons tempos mesmo... é, hoje percebo que não tenho mais o dom das palavras subjetivas. Pensei em trocar o título e o URL do blog... mas não, melhor assim, o The Bad (...)
é verdadeiramente a minha cara. haha.

19 de setembro de 2010

Um Papa sem atitude. Um Papa mole.

Já faz algum tempo que quero escrever um post (ou mais) sobre os inúmeros escândalos, como a pedofilia, envolvendo a Igreja Católica.
Um link falando sobre a visita do Papa à Londres, em visita às vítimas da pedofilia:
Além de ler em outras matérias e na TV... é...bem como já pensei... a ICAR, o Papa e seus
Fonte: G1. (Foto: AFP)
seguidores do Vaticano, até então só manifestaram suas ações em palavras bondosas ou mesmo em atitudes subjetivas. Até então, não vimos as verdadeiras atitudes contra os acusados. Só está cabendo nas mãos da Justiça. Se bem que, como citei no post do Estado Laico, de que aqui no Brasil, a Justiça não têm tido surtido efeitos esperados pela sociedade e pelas vítimas. 

E aí, o que se espera o que o Papa disse (logo abaixo)? Fonte: G1

"Eu também reconheço com vocês a vergonha e a humilhação que todos nós sofremos por causa desses pecados", disse. Ele acrescentou esperar que "esse castigo" contribua para a cura das vítimas e a purificação da Igreja. 

Dessas afirmações do Papa, não espero nada, desde que a própria ICAR passe a encarar fatos com mais rigor e atitudes sólidas. Sabemos que justiça divina será feita, pelo menos para quem crê em Deus e no Senhor Jesus Cristo. A igreja pode perdoar mas a sociedade nunca. Ninguém se esquece do ditado "Aqui se faz, aqui se paga".

12 de setembro de 2010

O Brasil é mesmo um Estado Laico?

Quem me conhece, sabe que mudo de assunto radicalmente! Um dia, sobre beleza.. noutros, sobre política, minha vida... e entre outros tantos temas. Comecei a traçar novas idéias para voltar a escrever com mais frequência.

Há um certo tempo, já tinha pretensão em discutir aqui sobre o fato do Brasil ser realmente laico, isso há um certo tempo, após ler e assistir inúmeros noticiários que relataram crimes contra a igreja, contra a criança, o aborto. Há muito tempo não vi nada de Laico aqui no BrasilAntes de escrever aqui, fiz uma leitura sobre o laicismo dentro do Estado Brasileiro, dentro de alguns blogs e sites, antes de digitar qualquer "abobrinha" aqui.

Mas, o que é ser laico, por definição?

O laicismo é uma doutrina filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas, assim como a neutralidade do Estado em matéria religiosa. Não deve ser confundida com o ateísmo de Estado. Os valores primaciais do laicismo são a liberdade de consciência, a igualdade entre cidadãos em matéria religiosa, e a origem humana e democraticamente estabelecida das leis do Estado.

Fonte: wikipedia.

Desde quando o Brasil passou a ser laico?

A partir de 1824, a Constituição Federal estabelecia a religião Católica Apostólica Romana como a religião oficial do Império, perdurando-se até o ano de 1890, quando o Brasil se tornou República.

A Constituição de 1988 cita o Brasil como laico, no Art. 19:

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
Entretanto, como cita o Pontes de Miranda:
"Estabelecer cultos religiosos está em sentido amplo: criar religiões ou seitas, ou fazer igrejas ou quaisquer postos de prática religiosa, ou propaganda. Subvencionar está no sentido de concorrer, com dinheiro ou outros bens de entidade estatal, para que se exerça a atividade religiosa. Embaraçar o exercício significa vedar, ou dificultar, limitar ou restringir a prática, psíquica ou material dos atos religiosos". (MIRANDA apud SILVA, J., 2000, p. 253 e 254)
O esclarecimento citado pelo autor diz que o Estado não tem nenhuma interferência no que possa dizer à respeito a construção de religiões, credos e Igrejas, e muito menos, na destruição das mesmas.
Estive lendo um blog de um certo escritor tratando sobre isso. Numa citação de Aldir Guedes Soriano, advogado em Presidente Venceslau (SP), ele fala que (e realmente concordo plenamente) que a maioria dos feriados, de cunho religioso, acabam sendo inconstitucionais. Além do fato do País estar repleto de tantos feriados nacionais, mais os municipais, instituídos com o enfraquecimento do laicismo, desrespeitando os princípios da democracia liberal.
E quem não reparou na presença de figuras religiosas em prédios públicos? Aliás, a presença de inúmeras figuras, salientando a presença destas como ilícitas diante da Constituição. Penso que, o Estado deve aderir ao Laicismo, manter o espírito ateísta e além de qualquer manifestação religiosa. O Brasil não é Católico, e sim um País com a maioria católica. Tais "atitudes" indeferem completamento à legislação do Laicismo.

E como se explica a vinda do Papa ao Brasil? Quem financia as despesas da viagem dele?
Bom, esta reportagem da G1 mostra muito bem:
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL32585-9356,00.html
Ou seja, tudo justifica que o município ainda banca as despesas, embora a vinda dele traga lucros à cidade. Mas mesmo assim, tais atitudes se tornam inconstitucionais!

E os inúmeros casos de pedofilia, envolvendo padres pedófilos?

Já repararam que a maioria dos acusados, e creio muito pela influência religiosa dos mesmos, não foram nem ao julgamento e à condenação. E soltos. A Justiça não teve a mínima vontade em avaliar casos e agir com mais rigor diante de casos horrendos como estes! Está claro  que  existe uma parcela de culpa pela legislação esmorecida que possuímos, mas tais fatos retratam da maneira mais explícita a influência religiosa exercida pelos acusados, contrariando tudo o que está definido dentro da Constituição brasileira.