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24 de junho de 2013

Fundamentalismo religioso: uma doença mental?

Eu li hoje em um link da Revista Galileu, sem muitos detalhes, que uma pesquisadora da Universidade de Oxford chamada Kathleen Taylor disse que um dia o fundamentalismo religioso poderá ser considerada uma doença mental e poderá haver cura para essa patologia. Detalhezinho básico: ela não quis se restringir ao infame fundamentalismo islâmico, cujas práticas e ideologias são geralmente fáceis de serem condenáveis (como os atentados suicidas a bomba e o extremo rigor machista, por exemplo) ou no mínimo causam estranheza. Pessoalmente, eu achei isso interessante.

Pode ser uma frase polêmica e talvez pessoas mais religiosas irão contestar duramente as palavras dessa cientista, mas se você pensar bem, não existem exercícios religiosos que parecem provocar uma lavagem cerebral nos “fiéis”? Posso estar mexendo em um assunto para lá de delicado, mas acredito que determinadas formas de vivenciar a fé também podem prejudicar o ser humano e a sociedade sob pretextos fanáticos. Talvez o maior exemplo disso seja o simples fato de querer impor suas crenças em detrimento de outras (incluindo o ateísmo e o agnosticismo), mesmo que isso signifique “influenciar” a população a se comportar e pensar da maneira “certa”. Já li uma citação que dizia o seguinte: uma coisa é você achar que está no caminho certo. Outra coisa é você achar que o seu caminho é o único.

Transcrevo aqui um parágrafo que li sobre a notícia e julgo ser importante para a reflexão: 

“Alguém que se tornou, por exemplo, radical em relação a uma ideologia - podemos deixar de ver isso como uma escolha pessoal resultante do puro livre-arbítrio e podemos começar a tratar isso como algum tipo de distúrbio mental”, disse a pesquisadora. “De várias formas isso pode ser uma coisa muito positiva porque sem dúvida as crenças em nossas sociedade podem provocar muitos danos.”


As pessoas têm muito a aprender sobre como saber lidar e conviver com a diversidade sem querer doutrinar o próximo ou entender que é “melhor” do que fulano. Além disso, é convenientemente fácil apontar os defeitos e fraquezas alheias segundo seu próprio caleidoscópio de julgamento pessoal. Mesmo entre diferentes religiões, é comum enxergar uma rivalidade acirrada sobre quem está “certo” e o desprezo pela crenças dos outros, sempre procurando a “supremacia religiosa”.

Nesse mês, a Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Marcos Feliciano, autorizou o fim da proibição, pelo Conselho Federal de Psicologia, de tratamentos com o intuito de reverter a homossexualidade (essa estupidez precisará ser submetida a outras votações em outros quóruns para ter validade prática). Isso é popularmente denominado como a suposta “Cura Gay”, embora nem mesmo a OMS (Organização Mundial de Saúde) considere que o homossexualismo seja uma doença há duas décadas. É perceptível que existem indivíduos que desejam perpetuar suas crenças a todo custo, mesmo que isso interfira na vida de outros de maneira cruel. Eu não tenho ilusões a respeito das motivações por trás dessa iniciativa. Quem acha que ela pretende ajudar os gays, é cego ou muito ingênuo, pois em tempos em que o casamento civil entre os mesmos sexos é permitida – e ninguém tem nada a ver com isso – essa iniciativa, se for vingar, só vai alimentar o preconceito.

Em tempos de manifestações constantes, o assunto acima já serviu de pauta. Precisamos ficar atentos o tempo todo a respeito de pessoas que não sabem ser moderadas com algum bom senso e humanidade e não pretendem preservar o que é “diferente”. Radicais tendem a eliminar a liberdade coletiva e a fomentar conflitos perigosos em defesa de suas ideias. Em última análise, acho importante (ou prudente) que mesmo o fiel não seja um simples receptáculo vazio de ensinamentos e crenças tornando-se uma marionete em mãos “sagradas” sem fazer uso de consciência, livre raciocínio e análise crítica.

Até mesmo o Pinóquio procurava fugir de sua natureza artificial e inanimada...

19 de junho de 2012

Religion sucks

Meu humor continua ácido desde a sexta-feira, porém nem tanto desde o dia em que postei "I'm acid". Naquele dia, os sintomas do TPM estavam atacando-me. De certa forma ou outra, eu estou correta! =D 

Como havia dito anteriormente, estava a ponto de criar um post sobre religião. Já faz quase 2 anos que não venho mencionando críticas sobre determinadas religiões. Porém, agora, vou comentar sobre a religião de modo geral, e por que ela não é tão benéfica para o emocional/psicológico da pessoa em si.

Bom, como a madrugada já está bem avançada, provavelmente terei que finalizar este post depois do almoço. :P Agora estive e ainda estou conversando com amigo, que também joga Age of Mythology :P,  que por sinal, muito maduro pela idade  que tem (19 anos só :O). Estamos conversando sobre gente maluca que existe neste mundo, que criam igrejas malucas e se dizem Jesus Cristo. Daí, ele me perguntou se eu conhecia a respeito do CGEBrasil. Respondi que não, e logo, fui "googlar". Só por Deus... doido neste mundo que só distorce o cristianismo, e isso faz com que tanta gente se torne ateu. Nem vou entrar em detalhes sobre o CGE.. quem quiser, que procure no Google que, com certeza, encontrará. hahaha E terá boas doses de altas risadas!

(continuo depois... meu sono já me consumiu..rsrs)

Continuando.... Agora posso dar prosseguimento! Madrugada não é um bom horário para redigir postagens para o blog, fora que as chances de cometer erros de português no blog são grandes.

Loucos que distorcem os valores do cristianismo existem aos de monte. Semana passada, vi uma reportagem de uma igreja cristã, que prega usando serpentes venenosas durante os cultos.... Sem comentários a mais. Cada vez mais, chego à conclusão que o ser humano é pior raça de animal que existe nesta face da Terra.

Quando eu decidi colocar "Religion sucks", me refiro ao fato de que religião pode falhar, não funcionar e nunca curará uma pessoa. Se a pessoa se tornará boa ou não, tudo vai depender da vontade, do querer, da  transformação do interior dela. Portanto, para mim, religião será sempre uma balela. Além de que,  ao longo desta minha vida, desde criança, já conheci vários exemplos típicos (do catolicismo, do protestantismo, do budismo...) que sabem de cor a bíblia (no caso do cristão), sabem das doutrinas, frequentam igreja, porém, como pessoas, hoje posso afirmar que eram meramente uma cascalha de gente.  Até de gente do meio familiar. Não hesito em comentar sobre tudo isso, afinal, opiniões existem para serem escritas e ditas! A meu ver, quem é convertida na religião, tem suas doutrinas e ainda continua errando, é porque a religião que ela segue não tem utilidade ou, a pessoa ouve os cultos ou as missas por osmose,  e/ou a pessoa está frequentando a igreja apenas para cumprir seu papel dentro da sociedade. Ou seja, ser religioso, atualmente, não tem valor algum. Ser religioso para mim é aquele que não há necessidade de frequentar a igreja, mas que sabe as verdadeiras doutrinas do cristianismo, tem o bom senso, tem a real grandeza na alma. Aquele que não se corrompe por mesquinharias, por problemas banais (do próprio ser humano) que justamente existem soluções. É aquele que é honesto consigo mesmo e com outras pessoas, aquele que não se corrompe pelo dinheiro, pelo egoísmo, pela luxúria, pela própria satisfação pessoal; É aquele que tem o bom-senso para enfrentar todas as adversidades que a vida lhe traz.

Por isso, saibam, nem sempre aquela pessoa que frequenta a igreja e/ou que sabem todas as doutrinas bíblicas, são as pessoas os quais projetamos como "boas pessoas" ou "pessoas de caráter". Jamais tenha confiança em pessoas que frequentem a igreja. Como falei, nem sempre a religião transforma a pessoa. A pessoa é o que realmente é, o que foi moldado durante a sua trajetória de vida, e claro, como sempre, a genética. Um exemplo mais grave, acredita ainda que alguma religião poderia curar um psicopata? Logicamente nunca, porque o cérebro do psicopata (de grau mais elevado) já foi projetado para cometer maldades e sentir prazer de matar, e já é comprovado cientificamente que um ser psicopata tem distúrbios cerebrais. A quem interesse saber as causas, é só entrar neste link, da Wikipedia.

Concluindo, existem casos que não há solução, assim como nem sempre a religião terá poder para transformar uma pessoa. Excluindo o grupo dos psicopatas, a transformação nas atitudes só vem da pessoa. E se a consciência é o que não existe no cérebro desta, é porque a genética infelizmente não lhe favoreceu, ou porque realmente a índole/caráter desta não lhe permite que a consciência sobrevenha no cérebro.

É por tudo isso, e por tantas coisas que, atualmente, não quero estar presa à nenhuma religião. Sou aquela cristã, digamos, fajuta (hahaha). Até porque, 2 anos atrás, eu estava mergulhando em uma péssima fase da minha vida, tinha perdido toda a fé que eu tinha e por conseguinte, queria me tornar, ateu, ou mesmo agnóstica, mas, felizmente, vejo que não consegui me englobar nestes grupos, porque sempre acreditei na existência de Deus. Além disso, tem algumas coisas que também não consigo concordar com o ateísmo. Assim como não concordo com muitas coisas do catolicismo e protestantismo, e de outras religiões. Optei por me manter neutra no momento, e assim serei.

No dia em que escrevi o post "I'm acid", eu disse que meu senso de bondade iria terminar por ali mesmo. E é verdade, existem coisas no cristianismo que aprendemos, como praticar o perdão, etc.. Porém, vejo que exercê-los com todas as pessoas, não valem mais a pena. Perdoar é atitude para os fracos. Pode ser que, em determinadas situações, desde que não façam da pessoa uma marionete, o perdão até pode ser aceito. Preciso tentar a mudar minhas atitudes de bondade e compaixão com outréns. Eu sei que estou errada, porém, não sou trouxa ao ponto de abusarem da minha paciência e bondade. Toda paciência exige o seu limite, não é?





17 de junho de 2012

17/06/2012

Para ser sincera, não tenho muita criatividade para colocar um título descente. (rsrs) Poderia ser "Conselhos" porque ontem fiquei a madrugada inteira conversando com um amigo de Guatemala, ele tentou me ajudar sobre o que realmente causa a depressão.  Na verdade, conheço ele desde outubro de 2010, desde os tempos em que eu e mais a roda de amigos ficávamos jogando cenário Settlers, no servidor online de Age of Mythology, saudades destes tempos! Me lembro que ele tinha problemas no casamento dele, sempre meio solitário. Fora que me recordo da fase ateísta que ele tinha. E na época, eu sempre tentava dar algum conselho que pudesse ser útil.

A última vez que nos falamos, foi há mais de 1 ano. Agora que voltamos a falar, ele mudou muito, sobretudo no que se trata de espiritualidade. Além disso, ele se tornou cristão, uma boa notícia! Está estudando também sobre a parte filosofia, Ying Yang (do qual ainda não sei) e a Bíblia. Estivemos conversando, falando sobre todos os problemas, ele perdoou a esposa mas pelo o que percebi, ainda está havendo alguma barreira para ele não estar feliz com ela. Obviamente não vou descrever com detalhes, mas ela certamente magoou ele, por uma descoberta que ele fez.

A questão é, o que os problemas tem a ver com tudo isso? As pessoas estão infelizes justamente porque sempre há razão de que a parte interna da pessoa anda mal. No caso dele, ele disse que mesmo frequentando a igreja, ele sente que a cônjuge é vazia por dentro. E por que as pessoas são vazias e os relacionamentos se tornaram banalizados?  É óbvio, porque as pessoas só sabem enxergar o externo. Só querem se satisfazer, é tudo baseado na obcessão, ilusão, atração física.  Uma comparação que ele fez, foi horrível, mas no fundo é verdade - "todo se quiere instantaneo, esta una eyaculacion resulta rapido porque es urgente.."  :S

Uma coisa que ele deixou bem claro, e realmente  é uma coisa que todos deveriam refletir:

"Para el corazon es un hogar
Para la mente tu cuerpo es Fisica Anatomia
Para el corazon es un Templo
Corazon es un simbolo de tu ser interno."

Poderia me extender mais aqui, porém entender o comportamento humano e a espiritualidade é complexo e exige muito estudo e compreensão. Admito que gosto muito de discutir tudo que se envolva neste assunto, creio que me graduei numa carreira errônea. Deveria ser uma psicóloga. :D


5 de dezembro de 2010

O apoio católico ao nazi-facismo nas déc. de 30 e 40.

Pra variar, E depois de algum tempo, aqui retorno. Bom, confesso que este foi um dos que mais consumiram o meu tempo. Quer dizer, não consumiu todo este tempo que me ausentei desde o meu último post (hahaha), em parte, enrolei bastante para retornar aqui. Enfim, tive uma certa cautela para não escrever algo que esteja fora da realidade e da história humana.

Me recordo quando comecei a estudar a história geral da Europa, e mesmo na matéria de Geopolítica (confesso que na época não gostava kkkk) me lembro muito de quando chegou-se aos fatos sobre o nazismo e facismo, em meados de 1998, quando estava na 8ª série. É, faz tempo mesmo! rs Só ficava horrorizada (e ainda fico) com o Holocausto, de como um cara daqueles manipulava a política para praticar o extermínio afirmando a raça ariana ser superior a todas. Inclusive, na mesma época, a profª de História tinha (de fato, nos obrigado kkk) a comprar o livro "Pão Amargo", da autora Jadwiga Mielzynska, a qual retrata sobre o período que essa  que por sinal, vale muito a pena.

Mas... até então, nunca parei para pensar se o Hitler era ateu ou tinha alguma religião. E não só pela essa tal curiosidade, mas o fato de um ser humano assim ter uma tal capacidade em exterminar milhares de pessoas inocentes. Claro, quem ler, dirá "ah, mas é claro, o cara tinha problemas mentais" ou mesmo, "pô, o Hitler não regulava bem o cérebro!", e entre outras.. Pra mim estes não são justificativas suficientemente exatas para explicar o que realmente arrolava no cérebro de um ser daqueles. Vejamos bem, a compreensão do limite da maldade humana é de tal forma complexa. Quanto mais racional, mais complexo é compreender o cérebro.

Alguns dias atrás, estive rondando em algumas comunidades do Orkut e em uma delas, li num tópico falando sobre a questão do Hitler ser ateu. É evidente que, quando se adentra diante de um assunto que englobe a religião, já se torna um ba-fá-fá tremendo. O pior mesmo, foi ler uma resposta deste mesmo post, de um cara de se julga católico, defensor do Catolicismo mas ao mesmo tempo, afirma que não tem uma crença definida, dizer que o Hitler era o maior orador político da humanidade, além de que, o mundo estaria melhor caso a guerra fosse vencida por ele. É, no mundo, existem 'loucos' para tudo.

Curiosamente, encontrei algumas fontes relatando o apoio do Vaticano ao nazi-facismo o que certamente não estava escrito nos meus velhos livros de História Geral. Fatos que não sabia, aliás, que a maior parte da humanidade não sabe. Fatos que até o hoje, o Papa Bento XVI fica embaraçoso e culpa a atrocidade nazista ao ateísmo.  Como citei num post, a maldade humana existe em qualquer credo, sejam com ou sem religião.

Disse o papa (fonte: Bule Voador)
“Até mesmo durante as nossas vidas, nós conseguimos lembrar como o Reino Unido e seus líderes se levantaram contra a tirania nazista que queria erradicar Deus da sociedade e negava nossa humanidade comum a muitos, especialmente os judeus, que se julgava indignos de viverem” (…) Quando formos refletir sobre as lições sombrias do extremismo ateísta do século 20, nunca nos deixemos esquecer de como a exclusão de Deus, religião e virtude da vida pública leva em última instância a uma visão truncada do homem e da sociedade, e portanto uma visão reducionista das pessoas e seus destinos.”

A verdade é crua e dolorosa para a ICAR, o Hitler era batizado como católico apostólico romano, e que da religião e de má fé, aproveitou para lançar suas falsas teorias sobre a superioridade ariana. De acordo com livro Mein Kampf, escrito pelo próprio Hitler, alguns trechos do livro, ele usa e cita o nome de Deus e de Cristo para  justificar suas teorias anti-semíticas. Eis alguns trechos do livro, segundo o site Bule Voador:

“Portanto, estou convencido de que ajo como agente de nosso Criador. Ao lutar contra os judeus, estou fazendo o trabalho do Senhor.


No mundo, os homens distorcem a palavra de Deus. Existem extremistas religiosos assim como existem extremistas ateus. Como repito novamente, a maldade existem em ambos os lados. O Hitler não era um homem de Deus e sim um homem que utilizava a palavra do Senhor para lançar suas bases ideológicas mais duvidosas possíveis.

Como citei, encontrei dois artigos antigos (arquivos Veja e Terra) durante a minha "caça", tudo que envolvesse este assunto. Não irei detalhar por completo, já que vale a pena lê-los pois retrata a parte da história que a quase totalidade dos seres humanos desconhecem. Ainda mais quando se trata do apoio da maior religião cristã (bom, considero "cristã"). O pior de tudo é que, possivelmente (e quase certa) o apoio do papa Pio XII (ou papa Pacelli) ao Hitler, tinha certamente um bom motivo oculto: preconceito contra os judeus.

Obviamente, a guerra e a opressão humana só deixará de existir a partir do momento em que exterminar todos os tipos de preconceito existentes e até mesmo da religião. A religião que distorce a imagem de Deus e de Cristo.

21 de setembro de 2010

Que vê e lê, pensa!

É, justamente isso! Quem lê o meu blog, pode pensar que ele está direcionado ao meu repúdio contra a ICAR. Muito pelo contrário, não condeno, não tenho preconceito enfim, não escrevo o modo de pensar apenas para atacá-la. Atacar tem uma diferença extremamente gritante quanto ao expor as indignações da sociedade perante aos inúmeros fatos errôneos que o próprio Catolicismo já cometeu e que no presente, ainda comete. E unicamente, suas atitudes frente aos fatos, são expressas em demagogia e palavras, onde saberemos que nunca chegarão à nenhum lugar e nem veremos resultados concretos. E não só isso, embora eu acredite no Senhor e em Jesus, discordo veementemente das regras e definições aplicadas pelo Catolicismo, distorcendo o verdadeiro Cristianismo.

Enfim, se pra mim for conveniente atacar, atacaria qualquer credo ou religião que fosse, afinal o que torna a religião distorcida são os homens. Erros existem em qualquer credo assim como fanáticos e  fundamentalistas, que se acham os verdadeiros donos da verdade e do mundo. Aliás, hoje em dia não sei o que é pior: ser humano ou a religião. Aliás, é incrível a quantidade de pessoas  que fazem da religião a sua imagem para depois viver a vida arbitrariamente. Pois é, existem pessoas assim. Pessoas más, de mau índole e de mau caráter existem qualquer grupo religioso. Assim como existem no grupo de ateus, agnósticos, agnósticos teístas e entre outros milhares. Conclusão: pessoas assim existem em qualquer lugar, sobretudo onde menos esperamos.

Realmente sei que a alma do meu blog está se direcionando mais para a crítica e do que propriamente para a minha vida e  nem caminha da mesma forma como eram no início de quando comecei a postar... os bons velhos tempos. É... bons tempos mesmo... é, hoje percebo que não tenho mais o dom das palavras subjetivas. Pensei em trocar o título e o URL do blog... mas não, melhor assim, o The Bad (...)
é verdadeiramente a minha cara. haha.

19 de setembro de 2010

Um Papa sem atitude. Um Papa mole.

Já faz algum tempo que quero escrever um post (ou mais) sobre os inúmeros escândalos, como a pedofilia, envolvendo a Igreja Católica.
Um link falando sobre a visita do Papa à Londres, em visita às vítimas da pedofilia:
Além de ler em outras matérias e na TV... é...bem como já pensei... a ICAR, o Papa e seus
Fonte: G1. (Foto: AFP)
seguidores do Vaticano, até então só manifestaram suas ações em palavras bondosas ou mesmo em atitudes subjetivas. Até então, não vimos as verdadeiras atitudes contra os acusados. Só está cabendo nas mãos da Justiça. Se bem que, como citei no post do Estado Laico, de que aqui no Brasil, a Justiça não têm tido surtido efeitos esperados pela sociedade e pelas vítimas. 

E aí, o que se espera o que o Papa disse (logo abaixo)? Fonte: G1

"Eu também reconheço com vocês a vergonha e a humilhação que todos nós sofremos por causa desses pecados", disse. Ele acrescentou esperar que "esse castigo" contribua para a cura das vítimas e a purificação da Igreja. 

Dessas afirmações do Papa, não espero nada, desde que a própria ICAR passe a encarar fatos com mais rigor e atitudes sólidas. Sabemos que justiça divina será feita, pelo menos para quem crê em Deus e no Senhor Jesus Cristo. A igreja pode perdoar mas a sociedade nunca. Ninguém se esquece do ditado "Aqui se faz, aqui se paga".

12 de setembro de 2010

O Brasil é mesmo um Estado Laico?

Quem me conhece, sabe que mudo de assunto radicalmente! Um dia, sobre beleza.. noutros, sobre política, minha vida... e entre outros tantos temas. Comecei a traçar novas idéias para voltar a escrever com mais frequência.

Há um certo tempo, já tinha pretensão em discutir aqui sobre o fato do Brasil ser realmente laico, isso há um certo tempo, após ler e assistir inúmeros noticiários que relataram crimes contra a igreja, contra a criança, o aborto. Há muito tempo não vi nada de Laico aqui no BrasilAntes de escrever aqui, fiz uma leitura sobre o laicismo dentro do Estado Brasileiro, dentro de alguns blogs e sites, antes de digitar qualquer "abobrinha" aqui.

Mas, o que é ser laico, por definição?

O laicismo é uma doutrina filosófica que defende e promove a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas, assim como a neutralidade do Estado em matéria religiosa. Não deve ser confundida com o ateísmo de Estado. Os valores primaciais do laicismo são a liberdade de consciência, a igualdade entre cidadãos em matéria religiosa, e a origem humana e democraticamente estabelecida das leis do Estado.

Fonte: wikipedia.

Desde quando o Brasil passou a ser laico?

A partir de 1824, a Constituição Federal estabelecia a religião Católica Apostólica Romana como a religião oficial do Império, perdurando-se até o ano de 1890, quando o Brasil se tornou República.

A Constituição de 1988 cita o Brasil como laico, no Art. 19:

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.
Entretanto, como cita o Pontes de Miranda:
"Estabelecer cultos religiosos está em sentido amplo: criar religiões ou seitas, ou fazer igrejas ou quaisquer postos de prática religiosa, ou propaganda. Subvencionar está no sentido de concorrer, com dinheiro ou outros bens de entidade estatal, para que se exerça a atividade religiosa. Embaraçar o exercício significa vedar, ou dificultar, limitar ou restringir a prática, psíquica ou material dos atos religiosos". (MIRANDA apud SILVA, J., 2000, p. 253 e 254)
O esclarecimento citado pelo autor diz que o Estado não tem nenhuma interferência no que possa dizer à respeito a construção de religiões, credos e Igrejas, e muito menos, na destruição das mesmas.
Estive lendo um blog de um certo escritor tratando sobre isso. Numa citação de Aldir Guedes Soriano, advogado em Presidente Venceslau (SP), ele fala que (e realmente concordo plenamente) que a maioria dos feriados, de cunho religioso, acabam sendo inconstitucionais. Além do fato do País estar repleto de tantos feriados nacionais, mais os municipais, instituídos com o enfraquecimento do laicismo, desrespeitando os princípios da democracia liberal.
E quem não reparou na presença de figuras religiosas em prédios públicos? Aliás, a presença de inúmeras figuras, salientando a presença destas como ilícitas diante da Constituição. Penso que, o Estado deve aderir ao Laicismo, manter o espírito ateísta e além de qualquer manifestação religiosa. O Brasil não é Católico, e sim um País com a maioria católica. Tais "atitudes" indeferem completamento à legislação do Laicismo.

E como se explica a vinda do Papa ao Brasil? Quem financia as despesas da viagem dele?
Bom, esta reportagem da G1 mostra muito bem:
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL32585-9356,00.html
Ou seja, tudo justifica que o município ainda banca as despesas, embora a vinda dele traga lucros à cidade. Mas mesmo assim, tais atitudes se tornam inconstitucionais!

E os inúmeros casos de pedofilia, envolvendo padres pedófilos?

Já repararam que a maioria dos acusados, e creio muito pela influência religiosa dos mesmos, não foram nem ao julgamento e à condenação. E soltos. A Justiça não teve a mínima vontade em avaliar casos e agir com mais rigor diante de casos horrendos como estes! Está claro  que  existe uma parcela de culpa pela legislação esmorecida que possuímos, mas tais fatos retratam da maneira mais explícita a influência religiosa exercida pelos acusados, contrariando tudo o que está definido dentro da Constituição brasileira.