16 de julho de 2013

A solidão nossa de cada dia...



Um dos males mais sutis e menos lembrados que interfere decisivamente na vida humana e até mesmo na saúde é a solidão. Uma pessoa pode estar só e nem sempre pode se dar conta disso. Quando chega a essa conclusão ou suspeita, a tendência é assustar e ser doloroso. Uma pessoa isolada afetivamente de si mesma e dos outros adoece e pode agravar patologias cardíacas presentes.

Isso é o que diz o Dr. Dean Ornish, cardiologista e professor da Universidade da Califórnia em São Francisco. Ele conta que perguntou à sua classe quais eram os principais problemas da sociedade. A maioria citou desintegração da família, guerra nuclear (paranóia wins, rs), ecologia. Apenas um aluno citou a “solidão”. Depois o professor quis saber quantas pessoas se sentem basicamente sós. Todos levantaram as mãos. Isso surpreendeu o professor e ao mesmo tempo o fez se interessar pelo assunto.

Ele disse que um estudante de trinta e cinco anos da Nigéria compartilhou sua experiência: “Você sabe, quando cheguei à Inglaterra proveniente da Nigéria, não entendia o que as pessoas queriam dizer quando falavam que estavam sós. Somente agora, depois de estar morando nos Estados Unidos por dois anos, é que sei o que significa estar só.” É interessante notar que na cultura dele sequer havia a palavra solidão em seu vocabulário; tampouco ela existia. Poderia haver sofrimento, tristeza, pobreza, mas solidão não.

  
O que seria essa solidão? Não se trata simplesmente de estar só ou viver separado de outras pessoas, mas da ausência de uma “força”, sentimento, motivação ou consciência que une as pessoas, promovendo a empatia e a construção de saudáveis laços entre elas. A priori, pode ser que esse conceito possa parecer piegas, mas se você analisar a fundo o comportamento humano e o “sistema” em que vivemos, parece que vivemos em um ciclo vicioso.

Segundo o Dr. Dean Ornish, quanto melhor for essa percepção de que a solidão está presente e mais ajuda houver para lidar com ela de maneira construtiva, mais cedo será possível administrá-la sem tentar encobri-la com atitudes destrutivas, como as compulsões, por exemplo. Ele alega que a resolução dessa solidão deve ser trabalhada em dois níveis de atuação e de convivência: uma vertical e outra horizontal, como uma “cruz”. Falando-se do caráter vertical, isso implica em lidar com um Poder Superior bom, que ele chama de Deus. No segundo caso, significa que a pessoa precisa de “relacionamentos horizontais”, ou seja, de interagir com outros seres humanos.

Ele afirma que melhorar a qualidade da vida afetiva é uma necessidade da relação horizontalizada e que todo ser humano necessita disso, mesmo que não admita ou não se dê conta disso. Ele se refere à compaixão pelas pessoas, empatia, sensibilidade, não-competitividade, solidariedade, gentileza, compartilhar, expressar o afeto verbalizando-o e transmitindo-o em gestos também. Ao meu ver, isso sugere também o aumento da intimidade afetiva, pois a pessoa precisa estar mais predisposta a se abrir, se doar e a compartilhar. Como podemos expandir nossas “fronteiras afetivas” se olhamos primeiro para o próprio umbigo e encaramos o próximo (excetuando pessoas que fazem parte do círculo interno de nossas relações) como “alguém desconhecido que não importa”? Vale lembrar que tais relacionamentos não seriam superficiais também. Será que o amor está sendo um sentimento cada vez mais raro?



Para minha surpresa, estive lendo algumas páginas de um romance sobre Júlio César (um dos personagens mais famosos da História) e verifiquei, em uma conversa sobre o futuro de Roma entre alguns patrícios, outro ingrediente que complementa essa ideia de solidão e estabelece, por associação, um paradigma nojento para a maioria dos políticos brasileiros. Segundo um político veterano, o problema não estava nas instituições que renderam tanta glória com o passar do tempo, mas sim nos homens que as povoam. O egoísmo reina hoje onde o zelo pelo bem público florescia. Nos tempos áureos de Roma, a questão que vigorava era o que o político poderia fazer por Roma. Agora, cinicamente e gananciosamente a pergunta se invertia: "o que Roma pode fazer por mim?" Putz, estamos falando de Roma antiga ou do Brasil? (risos) Quer dizer, isso favorece um questionamento mais profundo entre as motivações dos políticos: a questão não seria saber “como” ajudar a população, mas sim o “por quê”, o que estabelece uma discussão em um âmbito mais moral do que mecânico. Daí ele arremata seu argumento, concluindo que as pessoas sofrem de um mal chamado “individualismo”. Bem, falando-se das relações humanas (e que serve para a política também), é triste e mesquinho pensar que elas (em diversos níveis) podem não vir livres de questões como “o que tenho a ganhar com isso?” ou “quais são minhas vantagens pessoais?”

Mesmo esse sistema de competição imposta no capitalismo ou contexto profissional estimula uma prática que elimina a ideia da “coletividade” e reforça o poder dos interesses pessoais. Já vivemos em uma era em que “ter grana” (ou a regra elementar do "possuir") é sinônimo de felicidade e realização; os outros que se danem. Lembro inclusive que um de meus catequistas durante o Crisma falou que esse era um dos maiores males na sociedade: o individualismo. Naturalmente, no caso havia uma abordagem mais voltada para o cristianismo, favorecendo a ideia de amar ao próximo, mas se analisarmos friamente a situação atual, veremos que isso não está de forma alguma fora da realidade.


É lógico que esse mesmo individualismo supera o contexto socioeconômico, mas estamos cientes de como ele é capaz de criar barreiras e abismos dentro da sociedade sem qualquer peso na consciência. Através dele, podemos nos sentir sozinhos mesmo em meio a uma multidão, pois cada indivíduo cuida de sua própria vida, reduzindo o ser humano à sua própria ilha de influência. Ele mesmo não faz mais parte do “todo”, mas está condenado a um ostracismo melancólico e não vê oportunidades para criar muitas "pontes" com os outros, o que gera o descontentamento, sofrimento e outros males. 

Se pensar bem, até mesmo a biologia possui uma forma mais sábia de se comportar dentro do organismo vivo (sociedade), pois mesmo cada célula (pessoa) trabalhando em sua função específica, a saúde geral não prevalece se cuidarmos apenas de aspectos singulares no sistema orgânico. Mesmo que algumas pessoas considerem que faz parte da natureza humana lutar pelos seus próprios objetivos pessoais, parece que seria mais “humano” também haver um equilíbrio nesse sentido, sem priorizar sempre a si mesmo e sem cultivar a indiferença. Vivemos em tempos cada vez mais alarmantes nesse sentido. Perceba também que essa mesma solidão possui um caráter paciente e agente também, o que confere certa responsabilidade às nossas escolhas e procedimentos. Assim, esse texto procura favorecer a reflexão e a autocrítica.

12 de julho de 2013

Conheça o RPG tradicional...






Hoje vim falar de um assunto que fez parte de minha aborrescência e vida adulta: o rpg tradicional ou de mesa. Já faz alguns anos que deixei de jogar, mas nada impede que um belo dia volte a me embrenhar nessas matas. (risos) Sei que existe o prático e popular rpg eletrônico também, mas existem diferenças entre as duas modalidades, especialmente em seu “objetivo” e dinâmica. Mesmo não sendo um especialista nisso, posso compartilhar um pouco de minha experiência sobre essa forma de entretenimento.

Curiosamente, o próprio rpg pode ser objeto de preconceito por pessoas mal informadas e até mesmo o jornalismo chegou a alimentar uma fama sombria a respeito do passatempo em outros tempos. =) No primeiro caso, já houve quem se manifestou contrariamente contra ele porque se tratava de jogos “doidos”, “demoníacos” ou “perigosos” onde os jogadores se envolviam com coisas erradas e algo “ruim” acontecia. Lendas urbanas. (risos) Na segunda possibilidade, quando ocorreu crimes ou tragédias envolvendo pessoas que tiveram contato com o rpg, o passatempo se tornava altamente suspeito e a mídia destacava a presença de jogo “esquisito” como se ele tivesse o poder de tornar as pessoas doentes, loucas e assassinas. Tudo idiotice. O que ocorre é que se uma pessoa é louca, doente ou possui a maldade dentro de si, ela não precisa de nenhum pretexto para “agir”.


Mas o que é necessário para se jogar? Para começo de conversa, é interessante que haja um local “apropriado” para se jogar (um ambiente onde você pode reunir algumas pessoas e mantê-las sentadas por horas – como a sala de muitas casas – é suficiente), os dados apropriados (existem dados “exóticos” que fogem ao padrão), papéis (preferencialmente impressos com as fichas de personagens), material para escrever/apagar e possivelmente alguns livros para consulta a respeito de determinado sistema e informações (os jogos geralmente contém livros próprios para cada tema e sistema). De resto, é importante que um dos integrantes do grupo seja o “Mestre” (geralmente um indivíduo com mais conhecimentos técnicos a respeito do jogo) – a pessoa que vai “construir” o mundo, a história e ter controle acerca de tudo que não diga respeito aos jogadores, além de defender as regras. Não é de se espantar que, conforme o tempo passe, o pessoal também precise de um intervalo para fazer alguma refeição ou lanchar. O tempo pode passar bem depressa quando se está se divertindo. (risos)

Eu já joguei diversas vezes assim: reunia o pessoal, cada um trazia uma história para o seu personagem (preferencialmente por escrito) e depois criávamos a ficha de cada um ao lançar os dados para verificar a sorte. Era comum a criação das fichas demorar horas. =/ Mas enfim... com a maioria dos jogadores presentes e as fichas já prontas, o Mestre já poderia iniciar o jogo.


O rpg em sua sigla significa “rolle playing game” ou jogo de interpretação de papéis. Na prática, é exatamente isso: uma forma de se divertir baseando-se nos moldes do teatro improvisado e na imaginação. O jogo se desenvolve através de um sistema predeterminado (existem muitos sistemas diferentes e é importante que pelo menos uma das pessoas no grupo entenda o suficiente do sistema que será jogado, até para ir repassando e familiarizando os outros com o mesmo; o processo de “aprendizado” costuma ser natural com a experiência de jogo), onde os jogadores têm livre iniciativa para agir conforme desejarem. Dependendo das escolhas das ações e da própria sorte do jogador, o “destino” do personagem é lançado. Falo da sorte também porque os integrantes do grupo utilizam dados de diferentes faces para testar o que os números “dizem” a respeito de combates, testes de habilidades etc.

Possível amostra de grupo Live in Action

A propósito, falando-se de interpretação, a descrição acima não implica dizer que os jogadores têm de ser atores profissionais ou mesmo se caracterizar de acordo com o personagem, embora isso seja natural na modalidade “live in action” (uma forma de jogo bem mais aproximada do teatro improvisado). Na verdade, na maioria dos jogos “convencionais” a “interpretação” consiste mais na exposição verbal da ação do personagem (“vou subir a escada e me esconder no monte de feno”) e na interpretação de eventuais diálogos. Logo, não é nada “complicado” ou comprometedor. Mesmo em se tratando de pessoas tímidas, é comum a pessoa ir “relaxando” conforme o tempo vai passando e ficando mais familiarizada com o grupo.


Uma das coisas mais fantásticas nessa forma de entretenimento é que o jogo oferece aos participantes a possibilidade de construir o próprio “enredo”. Desnecessário dizer, isso fortalece o sentimento de que você é, de fato, um protagonista com livre arbítrio. Mesmo uma das pessoas no grupo sendo o Mestre (ou Narrador ou qualquer outra denominação que caracterize o “árbitro” ou “chefe” do jogo), não se trata de um jogo de tabuleiro ou mesmo um “teatro” com falas decoradas e um desenrolar “previsível” da história. Como já disse antes, o Mestre irá criar a história por si mesmo e irá determinar basicamente TUDO o que acontece com o grupo de jogadores (com bom senso, claro), sem guiar ou interferir na decisão de ninguém (em circunstâncias normais). Além disso, será responsável pela interpretação de todos os personagens que não são controlados por jogadores. Logo, é perceptível que essa pessoa é vital para haver qualquer sessão de rpg. (risos) Vou colocar um exemplo simples e prático de como o jogo pode mudar de “atmosfera”: se a história estiver se passando em um contexto medieval e o grupo, muito espertinho e ganancioso, quiser assaltar uma taverna para obter dinheiro fácil, é lógico pensar que o Mestre possivelmente irá trazer complicações e dificuldades para o pessoal. Pode ser, inclusive, que o grupo passe a se tornar “procurado” pelos feudos ou reinos, o que transmite outra adrenalina ao jogo. Como diz aquela lei da física, toda ação leva a uma reação. Daí também a importância de haver Mestres que saibam oferecer desafios justos e recompensas adequadas aos jogadores.

Um grupo super exótico...

Fora o contexto acima, falemos de objetivos. Geralmente, inclusive citando jogos eletrônicos, é comum haver o objetivo de “sobreviver”, “ficar mais poderoso”, “matar os inimigos”, “detonar o Chefão”, “salvar o mundo” e assim por diante. Trata-se de uma linha de ação que estabelece um começo e um fim (até “zerar” ou finalizar o estágio, por exemplo), tendo o risco de obter um trágico “game over” no caminho. (risos) Logo, costuma haver mais o “desafio” para avaliar se irá vencer ou perder, simplesmente. No rpg tradicional podem haver metas definidas, mas a ideia é não haver um “fim” ou “conclusão” para história. Mesmo que o seu personagem venha a morrer, é sempre possível fazer uma nova ficha de personagem e se juntar futuramente ao grupo por "acaso" ou não. As "baixas" são naturais, mesmo que seja frustrante perder um antigo personagem. Bem, mas até o grupo cumprir aquela “missão especial”, a tendência é já haverem outras “quests” em “espera” ou mesmo aparecerem outros fatos imprevistos posteriores que necessitem da atenção dos aventureiros. A imaginação é suficientemente capaz para manter qualquer grupo muito bem “ocupado”. Aliás, é comum um grupo ter motivações diferentes dentro de si, falando-se individualmente de cada personagem. Um membro pode querer fazer justiça, outro pode ser maluco por fama e riqueza, outro pode ser apenas um mercenário pago e assim por diante. Tudo é muito versátil nesse sentido e, embora às vezes essa “diversidade” possa causar sérios conflitos no contexto cooperativo, a tendência é isso enriquecer a jornada dos jogadores.

E falando em motivações diferentes, o que acha de “vivenciar” a existência de seu personagem de maneira mais abrangente? Você pode se “apaixonar” por outro, pode se tornar um grande amigo (ou inimigo jurado) de alguma pessoa, pode arranjar um trabalho, pode se alistar na Guarda Real, pode ser aleijado em combate, pode ser um traidor em sua pátria, uma magia ou acidente pode desfigurá-lo permanentemente, algum fato traumático pode modificar sua personalidade e/ou suas motivações, seu passado pode ser negro e vergonhoso etc. Logo, dependendo da versatilidade do Mestre, é possível haver jogos que procurem falar de outros aspectos da vida do seu personagem que fazem parte de sua história, mas não precisam ser necessariamente ligados ou relevantes à “aventura”. Sem exageros, isso pode tornar o jogo mais interessante. Aliás, as próprias peculiaridades de algum personagem podem inspirar futuras "quests".

  
Bem, que tal falarmos da variedade sobre os “tipos” de jogos disponíveis quanto ao seu “cenário” ou tema? Ele pode abordar fantasia medieval (como no desenho Caverna do Dragão), pode ser futurista (vide Star Wars), pode ser “sombrio” (como ao utilizar vampiros) e assim por diante. Como pode ver, os temas inspirados em filmes, seriados, desenhos animados, animes, revistas em quadrinhos etc. podem ser “adaptados” para serem jogados em rpg, se é que (ainda) não receberam uma “versão oficial”. Enfim, tem jogo para todo tipo de preferência.

Outro detalhe: conforme o jogo se desenvolve, é natural haverem situações em que o conhecimento acerca de certas áreas específicas (como física, engenharia, matemática, arquitetura, química, astronomia etc.) podem ser utilizadas – mesmo que parcialmente – dentro do jogo para beneficiá-lo ou mesmo para customizar/aperfeiçoar o sistema, conforme o julgamento do Mestre. Isso não quer dizer que todo mundo precise ser um gênio ou uma enciclopédia ambulante, mas sim que podem haver trocas de conhecimentos dentro do jogo que podem ajudá-lo a ficar “melhor” (por vezes, adaptando uma regra para se tornar mais realista e/ou justa), favorecendo até mesmo uma função pedagógica enquanto se diverte. Conforme você tem contato com outras matérias que desconhece ou pouco entende, é natural haver algum tipo de aprendizado, mesmo que superficial. Além disso, pense na função de um escritor: se você tiver de escrever um romance, é possível que tenha contato com assuntos envolvendo diferentes áreas de conhecimento. Para escrever sobre isso com propriedade e não falar asneira (até porque existem leitores que entendem do assunto em questão), é importante haver pesquisas e estudos para embasar sua narrativa. 


Da mesma forma, podem existem “histórias” em que o grupo tenha de utilizar mais o cérebro, a esperteza ou o traquejo social do que a simples força bruta, por exemplo. Aliás, isso supera bastante a ideia de que você só tem de lutar e sobreviver. A simples interação social pode conter suficientes “emoções”. (risos) E não deixa de ser legal notar que determinado jogador gosta de interpretar e usar da sagacidade para se dar bem.

Vale ressaltar que o próprio Ministério da Educação apóia e incentiva o rpg como método de ensino, sendo uma “plataforma” usada para aguçar a cooperação mútua e o raciocínio lógico dos estudantes. Não vou entrar em detalhes a respeito porque o texto já está enorme. Se estiver curioso(a), acesse o link a seguir que vai trazer mais informações sobre esse aspecto do rpg como tema de um projeto de TCC: http://prope.unesp.br/xxi_cic/27_22405988836.pdf

Fora todos os aspectos já mencionados, o jogo favorece bastante o uso da imaginação/criatividade (por motivos mais do que óbvios), tem certa aplicação “terapêutica” (você é convidado a sair do mundo real e vivenciar outros ares utilizando basicamente a própria mente) e promete diversão (mesmo porque não devem faltar ingredientes que favoreçam o bom humor). Outra resultante fascinante a ser destacada é o crescente vínculo e história do grupo em si. Conforme o tempo passa, é delicioso relembrar fatos que ocorreram com seus semelhantes e acompanhar o progresso de seu próprio personagem. De maneira geral, você lê um livro em que é um dos protagonistas, mas cujo enredo ninguém pode prever. Nem mesmo o Mestre pode ter certeza, pois não pode ler a mente dos jogadores. (risos)

Pose para foto.

9 de julho de 2013

Sua capacidade de fazer o certo.

Preparado para fazer o certo? Será capaz de fazer isso? Ou melhor, será capaz de sacrificar algo para fazer o que e correto?
Em inúmeras situações chegamos a uma dessas perguntas.
Mas e se uma dessas perguntas for em relação a alguém?! Qual será a sua capacidade de fazer a melhor escolha? E se essa escolha for o sacrifício? Você vai estar preparado?
Bem, como perceberam, essa postagem não tem nada de doce, mas tem uma verdade que poucos querem, ou, tomar essa decisão para algum momento de sua vida.
Se ainda não entenderam, faço a pergunta a final então: Você e capaz de deixar alguém que goste, por um motivo que não deixa você dormir, pensar, agir, correr, concentrar?

Não e tão fácil como pode ou não pode parecer, mas e complicado, te deixa sem reação, sem saber o que fazer.

Então nessa semana postarei ambos os lados, o sim e o não. E até em que ponto podem chegar suas ações dependendo de suas decisões.

Garotas gamers: lenda ou realidade?

"Uh, perdeu alguma coisa?"


Sei que esse é um tópico consideravelmente popular entre diversos sites, páginas e blogs que costumam tratar da cultura nerd/geek. Mas ele continua sendo dolorosamente atual. (risos) Eu mesmo já cheguei a postar um tópico desses em um fórum de rpg e ele rendeu considerável repercussão além de diversas teorias. Falando por experiência própria, quando joguei rpg de mesa durante mais de uma década, eu encontrei... quatro mulheres que jogavam isso. Envolvendo jogos eletrônicos, tive uma ex-namorada que gostava desse passatempo. Como ela tinha um irmão gêmeo que gostava do negócio, suponho que isso também a influenciou bastante. Foram anos interessantes, entre outras razões, porque, como casal, investimos um pouco da grana em conjunto para adquirir consoles e jogos retrôs só por diversão. Um fenômeno absolutamente inédito que nunca voltou a se repetir. (risos) Poucas e raríssimas são as meninas como o meu anime (vulgo GoldenGirl) que conseguem nutrir simpatia pelos games sem torcer o nariz. Aliás, pela minha própria experiência, era comum a menina procurar pressionar e influenciar o namorado a se afastar desse “antro de loucos denominados gamers que desperdiçam seu tempo de maneira imbecil”. Na melhor das hipóteses, a maioria alimenta um profundo desinteresse (e desprezo) por isso. (risos)

Devo inclusive adicionar o fato que foi agradável constatar que o meu anime nutria paixão pelos jogos, auxiliando no próprio fortalecimento de nossa amizade por meio de gostos semelhantes, além de poder passar o tempo juntos em grande estilo em algumas noites. (risos) Conforme eu fui conhecendo melhor a srta. Maricy, mesmo através da internet, tive o prazer de conhecer uma garota legal e interessante. Prazer esse que gostaria de ver multiplicado. =] Até mesmo o papo adquire mais liberdade e profundidade em assuntos que geralmente não fazem parte do clássico universo feminino. =)

League of Legends feelings?

Bem, é lógico que é fácil desejar misturar prazer e diversão ao pensar em garotas gamers (a depender do caso), mas mesmo quando pensamos em relacionamentos amorosos, é comum cada uma das partes focar em suas “áreas de interesse” e se dedicar mais ao romance nos momentos apropriados... saindo e ficando juntos. Mas não seria formidável superar esse padrão e poder contar com uma “amiga” no “pacote completo” que pudesse desfrutar dessa forma de entretenimento? Bem, acho desnecessário mencionar que seria mais gostoso, inclusive no contexto social, conhecer mais meninas que gostassem de jogos eletrônicos, especialmente se você for um cara que curte isso e aprecia companhia feminina nas horas de lazer. Talvez a própria criação das mocinhas também exerça um “afastamento” natural dos jogos, não sei.

"Durma com os seres divinos alados de 500hp."

É óbvio que é fundamental respeitar e compreender as preferências individuais de cada um. Só estou tentando retratar uma realidade em que seria mais aprazível a ambos os sexos se tal gosto fosse compartilhado. Nesse sentido, é tolice querer se “infiltrar” em círculos masculinos para fingir que gosta de games enquanto está ali para representar um papel, agradar ou mesmo cumprir outros “objetivos” (como se aproximar de certo rapaz enquanto detesta o hobby; nessa última hipótese, do ponto de vista romântico é lindo, mas a guria está usando uma máscara). De qualquer maneira, acredito que é fácil detectar moças que são falsas gamers.

Gostaria de conhecer pesquisas nesse sentido. Um Censo Gamer. (risos) Possivelmente, as estatísticas só iriam endossar minha teoria: existem poucas garotas que REALMENTE gostam de jogos eletrônicos. Fico imaginando como seria visitar a casa de uma amiga e averiguar que ela possui um console estrategicamente localizado em seu quarto ou mesmo um computador com boas opções de jogos, por exemplo. Uma surpresa e tanto. Só de imaginá-la demonstrando uma genuína paixão pelos games e comprovando seu conhecimento e habilidade acerca do assunto com espontaneidade, seria possível sentir um orgasmo? (risos) Melhor ainda seria notar que ela possui um gosto eclético em relação à jogatina. A propósito, sem querer ser machista, eu mesmo já conheci algumas mocinhas no universo multiplayer do PS3 que me deixaram boquiaberto com sua habilidade em jogos de tiro em primeira pessoa, por exemplo.

Aproveito a ocasião para abrir um parêntese: tenho uma amiga que já participou de torneios do clássico Counter Stryke há anos atrás em um clã feminino (só membros de calcinhas). Não deixa de ser uma honra conhecer gurias gamers que levaram isso a sério. (risos)


 Há, é lógico que estou baseando minha opinião sobre o assunto por meio de minha experiência de vida e em minhas próprias preferências que podem ser erroneamente consideradas exclusivamente masculinas por algumas pessoas, como quem diz: “ah, mas isso é coisa de garotos!” Se você conhece uma porção de garotas gamers, meus parabéns pelo achado, pois é isso o que considero: um raro achado. Se elas não são lendas, são mitos... ou vivem em guildas altamente secretas. (risos) Da mesma maneira, acho incrível observar que existem moças que curtem quadrinhos também, pois também curto isso. Aliás... tenho uma amiga que recentemente se declarou aficionada pela Elektra e fiquei pasmo pela novidade. Ela mesma contou uma história de que tinha uma edição especial dessa personagem e ficou puta da vida por outra pessoa ter “roubado” a revistinha. Naturalmente, não deixei de manifestar explicitamente a admiração pela mulher por gostar de histórias em quadrinhos em sua juventude.


(risos)

De resto, é sempre válido ressaltar que isso abrange mais do que eventuais interesses amorosos e/ou carnais, pois mesmo para efeito de amizade, é adorável pensar que podemos dividir momentos de diversão com o sexo oposto numa boa sem haver um “abismo” justificado por determinado “gênero”. Espero que o tempo possa atrair mais calcinhas para esse meio e gerar uma experiência mais enriquecedora e diversa.

Se você tem algo a dizer sobre o assunto, publique sua opinião. =)

Esse é o espírito!