Nem sempre existe compatibilidade sexual entre o casal. Não me refiro apenas à frequência sexual, mas ao comportamento e abordagem em relação à sexualidade de ambas as partes. Pode ocorrer de você considerar seu namorado (considerando ambos os gêneros) mais conservador ou mais liberal, mais desanimado ou mais "assanhado", mais tradicional ou mais "criativo", mais passivo (no sentido de não ter muita iniciativa) ou mais proativo etc. Ocorre até de cada um "valorizar" a atividade sexual de uma maneira singular. Todas essas características podem se encaixar com nossa "personalidade íntima" favorecendo o equilíbrio e satisfação ou pode justamente desencadear o contrário.
Sei que cada pessoa possui a sua individualidade, mas gostaria de saber: será que é possível tentar "modificar" nosso cônjuge nesse departamento em benefício próprio (e talvez em prol dele, considerando nosso ponto de vista)? É válido querer interferir na sexualidade de nosso companheiro ou o certo é saber se adaptar, respeitando as diferenças? Vale a pena procurar adquirir o ponto de "equilíbrio" entre o casal ou existem níveis de contrastes que nunca irão adquirir harmonia? Como abordar essa questão diretamente com quem a gente ama - mesmo através do diálogo -, sabendo que eventuais comentários podem soar como críticas? Comentem. =)

Sim, é possível tentar 'modificar'. Tem certas situações e momentos constrangedores que ninguém nunca desejaria passar e são nesses momentos que está na hora de entrarmos em ação e dizer o que ele deve mudar, certas palavras são realmente desagradáveis, quando chega até ofender sobre seu corpo ou até mesmo o jeito que você tem a relação, ou qualquer outro tipo de coisa. O certo é saber se adaptar, mas nem sempre isso ocorre. Certos níveis de contraste nunca irão adquirir harmonia, e seja por isso que talvez muitos casais se separam, mas é claro, que antes de se separarem, devem tentar achar esse ponto de equilíbrio. Talvez seu parceiro só entenderia melhor que isso não seria uma crítica se você dissesse à ele que NÃO É UMA CRÍTICA e sim apenas uma visão sua de como as coisas se tornariam melhores, caso mudassem alguns aspectos.
ResponderExcluirOpinião de Mila Araújo, que não conseguiu postar sua resposta em virtude da falta do Gmail:
ResponderExcluir"Acho que a palavra não seria modificar, mas acho super válido quando o casal sabe dialogar a respeito de suas vontades, expõem um para o outro seus desejos, fantasias. Ora, ninguém nasce sabendo e muito menos vai adivinhar o que o outro quer. Desde que não passe de uma boa sugestão para uma imposição. A melhor maneira de conhecermos alguém é conversando, convivendo...e isso é fundamental para manter o equilíbrio de um casal. E o que deve prevalecer sempre é o bom senso. Saber dizer e ouvir sem se doer por minúcias, ao mesmo tempo que saber perceber que algumas coisas ditas em momentos inapropriados ou ditas de maneira indelicada podem ser mal interpretadas e magoar sim. Acho que vale tentar se colocar no lugar do outro. Sexo e respeito fazem parte do amor."
Concordo com a Mila que a palavra não é modificar e sim dialogar, o mutismo é terrivelmente prejudicial, desestimulando uma aproximação mais intensa. Trocar idéias e saber respeitar os limites são essenciais em uma boa relação ... Lembrando que todos já temos incluso em nossa criação um pré conceito sobre o que pode ou não, um limite do que a sociedade julga correto... Tudo o que é diferente nos assusta...é somente através do diálogo que vamos nos abrindo, criando intimidade para se permitir ou não uma vida sexual mais aberta... Acho que o sexo primeiramente é psicológico e depois corporal... sua mente estando preparada para novas idéias, fantasias e experimentos faz com que as coisas fluam naturalmente... e só se consegue isso através de uma boa, tranquila e intensa conversa.
ResponderExcluir(Obs.: Qualquer pessoa pode postar os comentários, não há necessidade de criar conta no Google.)
ResponderExcluirModificar é uma definição totalmente diferente de induzir. O ato de induzir ou forçar uma pessoa a fazer algo, isso sim, penso que é prejudicial à pessoa. Portanto, penso que o processo de modificar vem de cada pessoa, da consciência e da maturidade pessoal. De resto, estou de acordo, o diálogo e o respeito acima de tudo, sabendo lidar com suas respectivas diferenças.
Vale sim buscar numa relação uma forma de equilibrar as diferenças existentes entre um casal quanto ao comportamento sexual e outras coisas mais. Existe sempre algo que um dos dois gosta e o outro não gosta, e isso precisa ser dialogado entre o casal, para que os dois lados se sintam realizados. É muito importante satisfazer o (a) parceiro(a), mas também é importante haver uma troca. E para que isso ocorra é necessário a conversa. A intimidade de um casal não está somente no ato sexual, mas na liberdade de cada um poder expressar o que pensa e acha sobre o sexo.
ResponderExcluirJá estive em situação de ser podada e garanto eu aque não valeu á pena; podar o individuo a sua maneira, torna-lo diferente de sua essência, só funciona mesmo para quem tem menos de 7 anos. Isso inclui a formação sexual. A minha sexualidade sempre foi contida, embora afetada por um transtorno mental. Me vi sendo moldada a gosto do cliente (namorado) sem realmente querer ceder as exigências, somente concordando para não 'perder' o alvo de meu amor, engano, confesso. Depois desta experiência ridicula garanto: NÃO MUDO E NÃO ME DEIXO MUDAR. Creio que se o parceiro não lhe dá o tesão que gostaria de receber, não rola esticar a peleja. Passei por um namoro recentemente onde o namorado não atendia minhas volúpias sexuais, foi questão de tempo até tudo findar. Restou uma boa amizade.
ResponderExcluirO ponto chave é o equilíbrio, é conhecer o companheiro (a), adquirindo confiança e dialogo, é saber se adaptar respeitando as diferenças, pois confiança e dialogo é a base que qualquer relacionamento. Conhecendo o companheiro e cada um aos poucos tentar se adaptar e ceder na medida em que cabem a cada um aos desejos, vontades, fetiches do outro... Enfim, podemos nos satisfazer e satisfazer o próximo sem interferir diretamente na sexualidade, causar constrangimento, intriga, críticas ou agir em benefício próprio, o que aliais seria muito egoísmo.
ResponderExcluirO importante é sempre manter o respeito e estar aberto a conversa! Dessa maneira, todos os assuntos podem ser tratados sem medo. Quanto a mudança no comportamento sexual, deve ser feito o que é melhor, tanto individualmente, quanto dentro da relação!
ResponderExcluirSe seu parceiro tiver “mente aberta” essa adaptação acontece de forma natural. Um vai procurar saber, descobrindo o que seu parceiro gosta. Já tive um relacionamento com um homem totalmente machista que nunca se importou se existia algo que pudesse fazer de forma diferente prá aumentar a satisfação. Ele se preocupava com ele e pude perceber que esperava de mim um padrão sexual pré- determinado por ele. Embora não tenha passado por isso, ouvi casos onde o homem achava que a mulher deveria adquirir determinado comportamento para satisfazê-lo sem se importar se isso lhe agradava. Incluindo taras, fetiches, etc. Eu sou a favor de negociação, barganha. O casal deve encontrar o que satisfaça ambos. Podemos até nos sujeitar a fazer algo que agrade o outro desde que seja da nossa vontade. Se entrar quesito obrigação, deixa de ser por prazer. Daí não é legal.
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