28 de janeiro de 2013

Auto-controle e disciplina. [2]


Na verdade, este post não é exatamente uma sequência do outro  "Auto-controle e disciplina" (escrito há 6 meses atrás). É apenas uma nova reflexão sobre o meu vício tabagístico, o qual tem me afligido nestes últimos dias.

Não tenho descansado direito em função de uma dor de garganta que me surgiu faz algum tempo. E foi justamente essa dor que me fez criar este post. Ela está me atormentando, e espero que não seja nada grave. :/  Caso contrário, terei que ir ao médico... ai tristeza.

E a partir dela, está me trazendo um desespero profundo e um arrependimento terrível por estar fumando ao longo dos últimos 7 anos. Logicamente, tive alguns períodos os quais eu consegui interromper o fumo por quase 1 semestre, mas sempre havia algum motivo para eu voltar ao vício. De fato, neste ano completará 10 anos que conheci a nicotina, porém o vício me pegou de surpresa desde os meados do ano de 2006... rs... culpa da prova de Microbiologia na faculdade.

Isso deve ser alguma manifestação, para que eu definitivamente corte este mal pela raíz, além do fato do preço dele ter-se elevado novamente (o preço foi reajustado neste ano, o maço da marca o qual eu fumo está custando R$ 5,75... e vamos queimar dinheiro. rs). O preço dessa joça só se eleva, e então eu digo, "merds de governo que só sabe aumentar impostos de acordo com os seus interesses". É revoltante. :S

Existe algo para que eu me desprenda definitivamente deste vício? É como falo... "aconselhar é fácil, difícil é estar no meu lugar". :( Quando penso na possibilidade de parar,  sinto o meu desespero devido à crise de abstinência. Prevejo a minha fraqueza sem ele e me tornar mais insegura, embora eu saiba que a sensação de segurança ocasionada pela nicotina é totalmente ilusória e momentânea. Nem mesmo as minhas promessas foram cumpridas a longo prazo. Minha primeira promessa foi pouco antes de eu me graduar, havia dito que pararia aos 25 anos. De imediato, até consegui permanecer sem ele por quase 1 semestre, porém acabei retomando. Em seguida, em 2011,  me recordo que passei praticamente mais de 6 meses sem o vício, porém como sempre... havia algum motivo para ser atraída novamente ao vício. Não é fácil.

Hoje eu penso de como fui me meter com o vício... sendo que, sempre repudiei qualquer tipo de vício quando eu era criança até o término da fase da adolescência. Não sei por que cargas d’água acabei mergulhando nisso. De fato, até sei. O pior é que, muitas pessoas me julgavam como a “moça certinha” e etc.. e etc (não gosto nem um pouco deste tipo de julgamento, principalmente avaliando pelo estereótipo da pessoa) e que eu realmente não transmito a imagem de uma fumante. Pode ser verdade, mas a conclusão é: existem pessoas que fumam e que são corretas, assim como existem salafrários , bandidos, ou qualquer espécie de pessoas consideradas “maus” pela sociedade e que não fumam. Por isso, abomino qualquer tipo de julgamento baseado em estereótipos.

Enfim... agora eu retomo a minha nova tentativa... será que eu conseguirei me desvencilhar do vício?

3 comentários:

  1. Oi, Mari. Conheci um pouco da sua história e como sabe, fiquei surpreso por saber que és fumante. Naturalmente, isso em nada prejudica o fato de ser uma amiga importante e uma garota adorável. Mesmo assim, ao considerar que isso é um péssimo hábito para a saúde, só posso te dar apoio para largar esse vício. Se morássemos mais próximos, tentaria até tentar preencher mais seu tempo para tentar fazê-la esquecer do cigarro. (risos) Mas acredito que você irá superar essa fase. Torcida já tem! =D

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  2. Obrigada pelo apoio, Bismarck. Eu terei que contar com o apoio de meus atuais amigos para me dar uma força. Estou tentando parar gradativamente. Sei que conseguirei. :)

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