7 de julho de 2013

Beleza pode pôr mesa



Em visita “acidental” a um link do site InfoMoney, li que um estudo feito com 114 profissionais dos Estados Unidos, liderados pelo professor Brent Scott da Universidade Estadual de Michigan, apontou uma correlação direta entre a atratividade física e o respectivo tratamento recebido pela pessoa no ambiente de trabalho – um local aparentemente neutro onde o profissionalismo deveria prevalecer, certo? Não exatamente.

Durante o teste, os trabalhadores foram separados em dois grupos, sendo que nenhum deles se conhecia antes. Após mostrarem as fotos de cada membro do segundo grupo para o primeiro grupo e vice-versa, cada um deveria julgar a aparência e as atribuições profissionais da pessoa. Resultado: pessoas consideradas “pouco atraentes” receberam uma avaliação muito mais severa do que o seleto grupo avaliado como “bonito”. No caso, o pessoal menos belo estaria menos propenso a receber promoções e seriam mais “exigidos” durante o trabalho. Infelizmente, não foram dados muitos detalhes sobre essa pesquisa. O fato é que dessa maneira, ficou constatado que a beleza pessoal pode sim influenciar até mesmo no “futuro” profissional e influenciar o tratamento recebido.

 "Está me ouvindo, Neo?"

A pauta em questão me fez lembrar de uma cena em Matrix em que Morpheus está ensinando a Neo o que é a Matrix e como ela funciona enquanto caminham pela multidão. De repente, surge uma bela mulher vestida de vermelho que "rouba" toda a atenção do "Escolhido".

Eu achei interessante isso. Quando pensava a respeito, concluía ingenuamente que esse “critério” seria realmente mais vantajoso em profissões que lidassem diretamente com a mídia ou a própria imagem, como a modelagem. Mas vê-se que isso pode se tornar uma característica diferenciada que pode beneficiar o indivíduo até mesmo em locais inócuos como o escritório. Isso pode parecer besteira, mas lida essencialmente com a visão que as pessoas têm de você, ainda que se trate de um mero cartão de visitas como um “rosto bonitinho”. Supõe-se que, se você é feio, terá de dar mais duro na vida para ter sucesso?

É óbvio que possivelmente qualquer pessoa irá preferir ser mais bela do que é e certamente não questiono o encanto que uma “bela embalagem” pode causar aos olhos alheios, mas é curioso notar que o narcisimo “externo” também encontra tempo para realizar suas estripulias em pleno ambiente de trabalho. Suponho também que isso deve influenciar a ideia de pessoas para irem mais arrumadas ao expediente, superando em muito o simples conceito de “vaidade”. Se isso é capaz de influenciar até mesmo a vida profissional, talvez eu tenha subestimado o poder da beleza humana. (risos)

Sei que existem muitos modos questionáveis e deploráveis de tentar agilizar sua “escalada profissional”, mas estou citando aqui apenas uma qualidade que pode interferir nisso INDEPENDENTE de suas ações ou escolhas em um primeiro momento. Não estou dizendo que isso é decisivo e nem que seja prioritário, mas só estou divulgando o que li. Onde começa a futilidade e onde termina o mérito profissional? Será que as mulheres, em virtude do própria tendência masculina a ser mais “vulnerável” a admirar a aparência externa, estão mais conscientes do poder inerente à beleza e propensas a se autobeneficiarem com isso?

Um comentário:

  1. Pois é Bis, mesmo dentro do mercado de trabalho, os critérios de seleção (sobretudo no que tange à aparência) se aplicam. Se forem capacitados então, melhor para o profissional, as chances para entrar no mercado ou então, ser promovido, são maiores.

    ResponderExcluir