4 de setembro de 2010

E a Justiça lado a lado do corporativismo.

O título já diz tudo, frente ao caso que chamou a atenção das mídias entre os meses de Maio a Julho: o sumiço e o assassinato da jovem e advogada Mércia Mikie Nakashima, e a revogação da prisão e o Habeaus Corpus do principal suspeito, o Mizael Bispo. A cada dia me surpreende de como a Justiça atua, não apenas neste caso, mas em outros e inúmeros casos que simplesmente permanecem e permanecerão insolúveis.


Não estou aqui simplesmente para culpar ou acusar ninguém, afinal não sou nenhuma sábia conhecedora profunda dos trabalhos da polícia. Porém, devido aos fatos expostos pela própria DHPP de SP, realmente é quase certeiro de que o Mizael é o principal suspeito da morte desta jovem, justamente por algumas provas periciais já realizadas, descritas e apresentadas à mídia. Entretanto, não pretendo entrar em detalhes quanto à minha opinião sobre ele, ser suspeito ou acusado, apenas acho incrível a atuação dessa Justiça: primeiramente, após ter decretado a prisão preventiva deste ser e a revogação da prisão. E agora, quando o MP denunciou o Bispo como o principal acusado da morta dessa jovem, na mesma semana acontece o fato que mais nos indigna: o Habeas Corpus deste ser, que possui um nítido semblante pra lá de malandro. Isso mostra que, a Justiça ainda toma por decisão, o corporativismo e não aos fatos apresentados. Somente o fato do cara "bonzão"ser um advogado. Um cara que tenta se mostrar O inocente diante das câmeras televisivas, se esquivando de todas as acusações. A ironia dele afronta o termo do que se chama
Justiça.

E ainda nesta semana, foi constatado que as partículas de algas presentes nos sapatos do Mizael são provenientes da represa de Nazaré Paulista... e cada vez mais, pequenos detalhes confirmam a presença dele... e ainda assim, a defesa quer utilizar métodos para contestar as provas periciais. E mesmo assim, o TJ-SP dedidiu manter a liminar que dá garantia de liberdade sobre os acusados. E este é o corporativismo barato, onde a força da defesa é muito maior. E a Justiça sempre se redime diante disso.

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