Na verdade, o título mais adequado seria "Why did I smoke?". De qualquer maneira, não fumo com aquela freqüência dos anos em que eu ainda estava na universidade. Para ser sincera, este post já está mais direcionado à minha vida pessoal, então como sou a GoldenGirl, ninguém saberá a minha real identidade, exceto os amigos que eu conheço e que tem o conhecimento deste blog.
Pois bem, no último post falei sobre a vantagem que o hábito de fumar tem em relação ao consumo abusivo e insconsciente do álcool. Não comentei de que tenho estado mais revoltada com o maldito desse governo, que está sobretaxando o cigarro, com preços absurdos. Se baniram os comercias de cigarros, por que não banir os comerciais de bebidas álcoolicas? Por que não as sobretaxam da mesma forma como procedeu com os cigarros?
Me recordo que quando comecei a fumar (comecei relativamente tarde, aos 19 anos), o maço do Marlboro custava em torno dos R$ 2. Essa semana, bateu uma vontade danada, e quando fui comprá-lo... pqp, já está R$ 5!! Isso porque, antes do plano de reajuste do cigarro anunciado estes tempos pra cá, até 2-3 meses atrás, eu ainda estava pagando o maço R$ 4.25. Fumar custa caro atualmente. :S
Na verdade não existe uma razão específica para que uma pessoa tenha interesse em experimentar o cigarro. Não comecei fumar por influência de nenhuma amiga, aliás minhas amigas nem fumavam. Eu como tive uma boa conversa dentro da casa, nunca quis me atrever a querer experimentar outras coisas, e nem preciso dizer o por quê. Continuando, a curiosidade em fumar veio na época em que eu estava no cursinho pré-vestibular, aquela época eram tempos de muita pressão para entrar dentro da universidade. Estava ansiosa demais, nunca havia passado tanto nervosismo. Claro que tempos atuais, as coisas tem sido mais penosas para mim. Enfim, me recordo que quando me veio essa idéia, não estava acreditando, já que sempre tinha sido uma garota, toda certinha, super tímida, esforçada nos estudos, tive uma adolecência praticamente meio fora do comum em relação a maioria deles, não curtia ir em balada, ficar com uma fila de caras e etc. Aliás, tenho orgulho disso, não me arrependo de nada, porque graças à boa formação que tive durante ao longo da minha infância se deve à minha mãe. Mas a idéia do cigarro não me saía da mente, eu sentia que aquilo poderia me aliviar um pouco, porém ao mesmo tempo, sabia que estaria indo contra os meus princípios, além do mal que estaria fazendo à minha saúde.
De 2003 até meados de 2006, posso dizer que não fumei absolutamente nada, era muito raro fumar, além da vergonha que eu tinha. Mas de 2006, depois da prova de Microbiologia, devido à disciplina, eu estava com tanto medo de ser reprovada e a ansiedade volta a bater na porta. Depois disso, acabei tomando gosto pelo hábito. E quando perdi a timidez diante das pessoas na faculdade, senti que o vicío só aumentou. O hábito passou a reduzir consideravelmente de 2009 pra cá, fora a promessa que eu mesma havia feito aqui no blog de que eu quitaria o vicío assim que completasse 25 anos... o que de fato ainda não aconteceu. hahaha
No fundo, sei que a idéia de fumar não foi somente para controlar a ansiedade, mas toda vez que estou fumando me sinto uma segurança, tal qual as pessoas que não estão no meu lugar, jamais entenderão a sensação que uma tragada lhe dá. Sei que no fundo, sou uma pessoa insegura e terei que superar isso sem ajuda de qualquer cigarro. Eu sinto que nos meus últimos anos minha fé cristã quase desapareceu, porém tento manter-me firme. Sei que ainda algo me resta.

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