24 de junho de 2013

Fundamentalismo religioso: uma doença mental?

Eu li hoje em um link da Revista Galileu, sem muitos detalhes, que uma pesquisadora da Universidade de Oxford chamada Kathleen Taylor disse que um dia o fundamentalismo religioso poderá ser considerada uma doença mental e poderá haver cura para essa patologia. Detalhezinho básico: ela não quis se restringir ao infame fundamentalismo islâmico, cujas práticas e ideologias são geralmente fáceis de serem condenáveis (como os atentados suicidas a bomba e o extremo rigor machista, por exemplo) ou no mínimo causam estranheza. Pessoalmente, eu achei isso interessante.

Pode ser uma frase polêmica e talvez pessoas mais religiosas irão contestar duramente as palavras dessa cientista, mas se você pensar bem, não existem exercícios religiosos que parecem provocar uma lavagem cerebral nos “fiéis”? Posso estar mexendo em um assunto para lá de delicado, mas acredito que determinadas formas de vivenciar a fé também podem prejudicar o ser humano e a sociedade sob pretextos fanáticos. Talvez o maior exemplo disso seja o simples fato de querer impor suas crenças em detrimento de outras (incluindo o ateísmo e o agnosticismo), mesmo que isso signifique “influenciar” a população a se comportar e pensar da maneira “certa”. Já li uma citação que dizia o seguinte: uma coisa é você achar que está no caminho certo. Outra coisa é você achar que o seu caminho é o único.

Transcrevo aqui um parágrafo que li sobre a notícia e julgo ser importante para a reflexão: 

“Alguém que se tornou, por exemplo, radical em relação a uma ideologia - podemos deixar de ver isso como uma escolha pessoal resultante do puro livre-arbítrio e podemos começar a tratar isso como algum tipo de distúrbio mental”, disse a pesquisadora. “De várias formas isso pode ser uma coisa muito positiva porque sem dúvida as crenças em nossas sociedade podem provocar muitos danos.”


As pessoas têm muito a aprender sobre como saber lidar e conviver com a diversidade sem querer doutrinar o próximo ou entender que é “melhor” do que fulano. Além disso, é convenientemente fácil apontar os defeitos e fraquezas alheias segundo seu próprio caleidoscópio de julgamento pessoal. Mesmo entre diferentes religiões, é comum enxergar uma rivalidade acirrada sobre quem está “certo” e o desprezo pela crenças dos outros, sempre procurando a “supremacia religiosa”.

Nesse mês, a Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Marcos Feliciano, autorizou o fim da proibição, pelo Conselho Federal de Psicologia, de tratamentos com o intuito de reverter a homossexualidade (essa estupidez precisará ser submetida a outras votações em outros quóruns para ter validade prática). Isso é popularmente denominado como a suposta “Cura Gay”, embora nem mesmo a OMS (Organização Mundial de Saúde) considere que o homossexualismo seja uma doença há duas décadas. É perceptível que existem indivíduos que desejam perpetuar suas crenças a todo custo, mesmo que isso interfira na vida de outros de maneira cruel. Eu não tenho ilusões a respeito das motivações por trás dessa iniciativa. Quem acha que ela pretende ajudar os gays, é cego ou muito ingênuo, pois em tempos em que o casamento civil entre os mesmos sexos é permitida – e ninguém tem nada a ver com isso – essa iniciativa, se for vingar, só vai alimentar o preconceito.

Em tempos de manifestações constantes, o assunto acima já serviu de pauta. Precisamos ficar atentos o tempo todo a respeito de pessoas que não sabem ser moderadas com algum bom senso e humanidade e não pretendem preservar o que é “diferente”. Radicais tendem a eliminar a liberdade coletiva e a fomentar conflitos perigosos em defesa de suas ideias. Em última análise, acho importante (ou prudente) que mesmo o fiel não seja um simples receptáculo vazio de ensinamentos e crenças tornando-se uma marionete em mãos “sagradas” sem fazer uso de consciência, livre raciocínio e análise crítica.

Até mesmo o Pinóquio procurava fugir de sua natureza artificial e inanimada...

23 de junho de 2013

Eu, Eu, Eu, sempre Eu!

Me lembro como se fosse ontem, quando a Miki disse que eu viria para o blog para eu poder adocicar mais as coisas.
Mas parece que todo esse tempo a qual estive por aqui, eu falei mais de mim mesmo do que qualquer outra coisa.
Não sei se minhas experiências são validas...
Estou começando a achar injusto eu sempre fazer isso.
Porque mais uma vez, o motivo de eu estar aqui, sou eu.
Talvez mais abatido do que nunca. Você leva um soco na cara sem ter a mínima idéia de onde ele veio.
Você se sente completamente desnorteado, sem direção, sem ter um caminho para seguir.
E o que fazer agora?
Depois de tanto lutar e batalhar...
É campeão, está na hora de ficar pelas cordas agora, e tentar pensar quando você deve voltar o ringue, mas quando voltar, volte por um novo objetivo, porque ser nocauteado novamente pelo o mesmo, e a mesma coisa de dizer que você voltou simplesmente para perder.

18 de junho de 2013

O despertar de um gigante adormecido?

Recentemente temos observado diversas manifestações da população brasileira nos mais diferentes estados e até mesmo no exterior com diferentes (e válidas) motivações, como a defesa da diminuição de preços de passagens de transporte, o protesto contra o alto custo de vida, os custos exorbitantes de importantes eventos esportivos no país (canalizando muitos investimentos para outros setores menos prioritários e negligenciando a educação, a saúde, a segurança etc.) e assim por diante. Como acredito que ninguém acredita que o Brasil está nas condições ideais que zelam pela bem estar e a dignidade do seu povo, entendo que muitos devem apoiar essa causa.

Eu vejo isso com interesse e surpresa, pois fazia mais de duas décadas que não testemunhava tamanha revolução comportamental nos indivíduos. Talvez a última vez que um movimento assim tenha marcado o país seja retratado pelos “caras pintadas” no tempo do impeachment do Presidente Collor em 1992 (hoje um querido Senador eleito), na qual muitos jovens pintaram seus rostos com as cores da bandeira e pediam a saída do Presidente após a divulgação de diversos escândalos. Aliás, minto: há pouco mais de um mês atrás, parece que parte da população ficou um tanto desesperada com os boatos envolvendo o fim do Bolsa-Família e houve considerável pressa em buscar esse dinheirinho nas agências da CEF. Acho que nossa Presidenta ficou muito aflita pelas próximas eleições.

"This is Brazil, bitches!"  

Só sei que, desde então, excetuando reivindicações pontuais de certos segmentos (geralmente profissões sindicalizadas), parece que as pessoas estavam quietas e adormecidas. Assim, ao meu ver, conforme os anos se passaram, parecia que o padrão brasileiro de vivenciar a vida consistia em votar mal pelos seus representantes (sem generalizar, vamos lá) e depois se tornarem ovelhas domesticadas. Hoje parece que o silêncio e a indiferença pararam de ser adotadas. Não sei dizer se isso é um fenômeno absolutamente passageiro e voltaremos ao tempo do “torpor” em breve, mas acho admirável como é válido redescobrir um povo que tem consciência, como cidadão, que tem força e voz ativa para demonstrar sua insatisfação e buscar mudanças que beneficiem o Brasil.

Chega de pão e circo. Confiar apenas no voto é tolice. Viver em uma democracia sugere que o povo possa saber lutar por uma causa válida e justa. Dificilmente as coisas “acontecem” sem haver mobilização e comprometimento com uma meta. Podemos utilizar uma visão crítica a respeito da realidade em busca de um amanhã diferente. Mesmo repudiando ações de agitadores, criminosos e “oportunistas” que podem conter abusos e vandalismo gratuito, talvez um pouco de “barulho” agilize esse processo de transformação.

Pessoalmente, não sou otimista ou tão “revolucionário” a ponto de pensar que o país irá se tornar um exemplo para outras nações alcançando uma utopia, mas mesmo em se tratando de gradativas melhorias a curto e médio prazo, é fascinante notar que um povo unido e engajado tenha o poder direto e indireto de se fazer ouvido e ser notado. Isso é uma lição que os nossos governantes e os segmentos mais privilegiados da sociedade preferem ver a gente esquecer.

6 de junho de 2013

Em defesa da vida... de quem?



Geralmente, não gosto de nenhuma notícia que remeta à política, mas como isso diz respeito diretamente à vida da população brasileira – e em especial, às mulheres – acho que vale a pena divulgar e alertar sobre a possível criação de uma lei. 

No dia 5 de junho (sim, bem recente), foi aprovado o Projeto de Lei (PL) 478/2007 que estabelece o Estatuto do Nascituro e prevê, entre outras coisas, o direito ao pagamento de pensão alimentícea (ainda sem valor/prazo/critérios previstos e apelidado por pessoas contrárias à iniciativa de Bolsa Estupro) aos embriões concebidos por meio de violência sexual (uma maneira de estimular a mulher a não praticar o aborto), além de ajuda psicológica à vítima (naturalmente). Essa despesa seria repassada ao pai do bebê, se for localizado e tiver condições para tanto (perceba que nesse caso o pai seria "reconhecido" e a mãe teria eternos laços com um criminoso), mas o Estado arcaria com o ônus em último caso (uma possibilidade bem mais provável). Vale ressaltar que o texto original previa um salário mínimo mensal até o bebê completar 18 anos! Após a gestação, se a mãe não quisesse assumir a criança, poderia colocá-la para a adoção, como se esse processo fosse simples e essa solução fosse satisfatória. 


A proposta segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário da Câmara antes de seguir para o Senado. Como se vê, o projeto tem como escopo fornecer proteção jurídica e social precoce a um "projeto de ser humano" que ainda vai nascer ao considerar que a vida humana começa na concepção, o que ainda não é consenso entre os cientistas. Isso vale para a fertilização in vitro, clonagem ou quaisquer outros meios científica e eticamente aceitos, pois está no texto da lei. Detalhe: a aprovação do projeto na quarta-feira foi uma ação coordenada do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), para garantir um trunfo à bancada evangélica que promoveu às 15 horas do mesmo dia uma manifestação diante do Congresso em defesa “da vida, da família e contra o aborto”.

Ao considerar que nosso país é laico, não devemos pautar nossas decisões nesse âmbito por quaisquer princípios religiosos, pois isso é um assunto fundamentalmente científico. Vale lembrar que a mulher não é uma incubadora artificial, mas um ser vivo que tem consciência, sentimentos, emoções, direitos, deveres e assim por diante. Em casos extremos e/ou delicados, a decisão de ter um filho ou não supera o contexto biológico.

Ao meu ver, acho que o Estado não deve intervir financeiramente no caso porque temos outras prioridades e o Brasil já conta com “Bolsas” suficientes, além de isso não prevenir o cerne do problema. Aliás, o Estatuto da Criança e do Adolescente contém um lindo texto, mas a prática é muito distante da teoria. O ideal é a gente promover o aumento generalizado e indiscriminado de gestações? Do ponto de vista financeiro, seria mais interessante diminuir pelo menos metade dos ganhos e privilégios de nossos políticos para aliviar mais o orçamento. Se analisarmos superficialmente o caso, parece que o Projeto de Lei é “bonzinho” e valoriza a vida humana, mas eu fico preocupado com a ideia disso generalizar a criminalização do aborto, causando um retrocesso nos direitos das mulheres (no Código Penal, o aborto é permitido em caso de estupro ou risco de vida da mãe) e, de quebra, incentivando a adoção de abortos perigosos e ilegais. Pelo menos as mulheres ricas têm a opção de se sujeitar a isso de maneira mais segura, não é mesmo?

Sei que um debate acirrado favorece o aparecimento de diferentes vertentes a respeito do que seja melhor para a defesa da vida e o direito da mulher, mas vejo com preocupação essa lei que tem claramente a ideia de supervalorizar a vida de um embrião gerado em circunstâncias pavorosas em detrimento da mãe e resultando em mais gastos para o país. Será que isso não abriria precedentes para criminalizar o aborto em quaisquer circunstâncias? Eu pessoalmente defendo maior autonomia no corpo da mulher pela sua respectiva "dona". Para você ter uma ideia de como o assunto é sério, existe um trecho que diz que se a mulher tiver algum problema de saúde e o tratamento, durante a gestação, colocar em risco a vida do embrião, ela não poderá fazê-lo. Não é interessante? É preferível que a mulher corra o risco de morrer do que o embrião.

Existem muitas questões a serem respondidas e outros pontos que sequer foram mencionados aqui, mas acho providencial a população observar o andamento desse Projeto de Lei e qual será o seu conteúdo final, caso ele vingue. É preciso ficar atento porque esse Projeto de Lei parece prometer o "controle legislativo" da gestação de todas as mulheres de maneira radical. Não sou a favor do aborto arbitrário, mas sim em situações que julgo ser necessário, como é o caso de estupro ou mesmo a falta de condições da mãe em tê-lo. Outro detalhe interessante é que mesmo os métodos contraceptivos têm lá a sua possibilidade de falha, mesmo que estejam baseadas em pequenas porcentagens.

Se você é contra esse Estatuto, vá a esse link e assine a petição:
http://www.avaaz.org/po/petition/Diga_NAO_ao_Estatuto_do_Nascituro_PL_4782007/

Aos interessados, haverá também um ato contra a Estatuto do Nascituro em Sampa no dia 15 de junho (sábado):
https://www.facebook.com/events/501598106576615/?ref=3


LINKS INFORMATIVOS



http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=770928&filename=Parecer-CSSF-19-05-2010 – proposta “modificada”.

http://www.gineco.com.br/metodos-contraceptivos/tudo-sobre-anticoncepcionais/seguranca-dos-anticoncepcionais – métodos contraceptivos e porcentagens de falhas.


Nota: é lógico que me posicionei sobre o assunto, mas procurei ler sobre isso em diferentes sites. Da mesma forma, é perfeitamente possível que tenha me equivocado em algum aspecto informativo. Se o assunto te interessar, procure se informar mais sobre ele. =)

26 de maio de 2013

"League of Legends Cinematic: A Twist of Fate"

Venho aqui postar a animação que a Riot Games preparou para o League of Legends, a qual a transmissão foi feita ao vivo (via stream) em torno de 1 hora atrás, no final do campeonato AllStar, na China. Está perfeita demais. Os personagens e suas respectivas animações e habilidades das skills em si estão detalhadamente similares ao que estão presentes dentro do game. *_*.

19 de maio de 2013

Um bom momento para escrever.

Olá caros,
Passei um bom tempo sem escrever aqui.
Bem, parece que fugi da minha responsabilidade de colaborador...
Mas eu posso explicar...
Eu estava em outro momento, um bom momento para mim. Um momento que me deixou feliz, e que me faz deixar todo o resto de lado por um tempo.
Voltei a amar, a mulher da minha vida. E o tempo que passamos juntos foi incrível. Infelizmente ela teve de ir embora do meu lado por um tempo, para poder seguir seus próprios passos.
Mas isso não vai me deixar escapar novamente.
Parece que nosso amor está forte, bem forte.
E um amor que está escrito no céu estrelado que temos acima de nós.
Agora e só esperar um pouco, para podermos estarmos juntos novamente, para darmos as mãos para caminhar juntos.

Um texto simples, para um amor complexo.
Estou de volta.

Até o próximo texto.

7 de maio de 2013

Amarga estupidez romântica



Qual é o limite entre o dito amor ou paixão (em alguns casos, é obsessão mesmo) e o bom senso, justiça e equilíbrio? Falo isso porque vejo diversos casos – geralmente envolvendo mulheres – que parecem relevar e perdoar praticamente tudo em nome do fato de gostarem da pessoa. Parece que dependendo do “alvo” do Cupido, o indivíduo só passa a enxergar sua musa idolatrada... ou vice-versa.  Alguns passa a entender dramaticamente que a felicidade só existe ou é possível ao lado daquela pessoa e, uma vez terminado o relacionado (bate na madeira), só haverá solidão, tristeza, desespero e arrependimento eternos. Aliás, muitos jovens em seus primeiros namoros tendem a sofrer desses sintomas fatalistas. Não posso deixar de mencionar também os sentimentos platônicos, nos quais você se sente “preso” a alguém que está “livre”. Certas situações chegam a ser patéticas e não faltam exemplos.

Ainda assim, focarei o conteúdo desse artigo nas dinâmicas destrutivas das relações que insistem em continuar "funcionando". A avaliação de certos relacionamentos sob um olhar externo e imparcial pode ser alarmante, pois mesmo você enxergando uma porção de coisas erradas, a vítima de sua estupidez romântica insiste em manter o vínculo ao custo de sua autopreservação, valores, moral, dignidade, amor próprio e assim por diante. E pior: algumas dentre essas pessoas até devem se orgulhar de buscarem sua felicidade ilusória ou passageira enquanto aos poucos vão arruinando sua integridade emocional e afetiva. Percebe-se que muitos corações idiotas e teimosos insistem em se autoflagelar... em nome do amor.

  
No que diz respeito ao senso comum, sem generalizar, a maioria das pessoas sabem o que é intolerável ou imperdoável dentro de um relacionamento amoroso. Falando-se em bom português, isso sugere que o cônjuge tem de fazer muita merda para chegar ao término. Mas existem pessoas que desafiam qualquer patamar ético ou moral para continuarem estar junto de quem desejam ou “amam”, mesmo que a reciprocidade seja bem diferente. Nesses casos, o sentimento parece ser uma “droga” na qual a pessoa se vicia e muito dificilmente está disposta a largar a dependência. É triste, pois além de haver o prejuízo pessoal óbvio, a pobre criatura poderia investir seu tempo em outras pessoas ou até mesmo em si mesma. É aquela velha história de ser melhor estar só do que mal acompanhada.

É interessante notar que quando as coisas passam de certos limites (geralmente extraordinários), é comum a pessoa buscar forças, conselhos e ajuda externa para se livrar de seu amor doentio. Lamentável é pensar que muitas pessoas poderiam ser poupadas de maiores danos se soubessem utilizar mais a razão e o bom senso de vez em quando. Se pudessem compreender que, na minha opinião, o amor não precisa suportar tudo de olhos fechados. Se percebessem que às vezes a felicidade (ou o que se pensa que ela seja) não está unicamente localizada no que se sente hoje, mas o que pode perdurar de maneira saudável com outras pessoas se houvesse oportunidade para isso. Assim haveriam menos cabrestos sentimentais distribuídos à população.

Não me entendam mal. Não defendo a ideia de tudo ser tratado a “ferro e fogo” nem tampouco menosprezo o valor do romantismo sensato. Também sei que ao longo de minha história amorosa já passei por poucas e boas; nem de longe sou imune a diversas “ciladas” que citei aqui, mas acho que as mesmas experiências pelas quais passei serviram de aprendizado, amadurecimento e autoconhecimento. Mesmo assim, é possível que esse texto favoreça uma reflexão construtiva ou até o "despertar" de algumas pessoas que estão sofrendo e se negam a tomar alguma atitude. Quem sabe?

Sei que um sentimento é capaz de ser compreensivo e tolerante com muita coisa, mas acho importante saber avaliar o que uma relação realmente é capaz de te trazer de bom (colocando sensatamente as coisas na balança sem toldar sua avaliação pela emoção) e se é válido permanecer com um alguém que desperta tantas lágrimas em ti... ou que está junto de você por razões erradas ou mundanas.

Um sentimento não deve servir de justificativa para viver em detrimento de si mesmo.

22 de abril de 2013

No patience with shit things [2]

Faz algum tempo que não venho postando aqui, apenas algumas citações retiradas de determinadas páginas do Facebook ou uma música ou outra. Idéias até tenho, porém expô-las não é tão fácil como eu pensei anteriormente, são assuntos polêmicos e minha opinião sobre estes ainda não estão consistentes. Tenho deixado o blog nas mãos dos meus amigos.

Para quem me conhece, sabe que desde o ano passado, eu estava brigando constantemente com a minha internet troll. Estou imensamente feliz que ela está boazinha desde o mês retrasado. :D Por enquanto, estou numa fase de paz com a Vivo. Já perdi as contas de quantas reclamações eu fiz via telefone.. --'.... Pelo visto, meu sacrifício e paciência valeu alguma pena. 

Vamos ao post, que na verdade, não é de nada interessante. No final do ano passado, fiz o post (link no título) "No patience with shit things", onde eu estou relatando sobre a minha intolerância com as coisas que tenho lido na internet de modo geral, seja no Facebook, de páginas de mídias conhecidas e etc. Para ser franca, minha impaciência prossegue continuamente, porém estou aprendendo a absorver o que me irrita  por processo osmótico.

Agora o próximo alvo tem sido mesmo as pessoas, sobretudo meus amigos. Sei que passei por alguns problemas de saúde no início deste mês, mais a gripe que contraí nesta semana... mas nem por isso é necessário ficar me ordenando o que eu devo fazer... pqp... 


Eu mereço isso? Tem gente que ainda me trata como uma criança de 4 anos... aí eu digo, é foda isto. O pior é quando as palavras se tornam repetitivas, e este amigo X me disse "take some rest... get some rest... turn off your pc... e bla bla bla" Sei bem que não era a intenção de me provocar e sim por preocupação, mas poxa, é questão de bom-senso. Estava mais parecendo minha mãe quando eu era criança. --'

Um bom exemplo que mencionei, ainda há outros que vou te contar... O bom é que, estou aprendendo a  trollar melhor as pessoas. Tenho duas opções: contrariá-las ou negá-las. hahaha I'm a bad person! 






19 de abril de 2013

Amor próximo à toda prova



Gostaria de colocar em pauta uma tese para discussão. Eu li em um livro de romance a seguinte frase: “Talvez temesse que aquele grandioso amor, que tinha resistido a tantas provações, não pudesse sobreviver à mais terrível de todas: a convivência.” No caso, a personagem se satisfazia com o fato de ver o seu amor em encontros frequentes (semanais) e escondidos (haviam razões para isso), mas se “acostumou” a viver sozinha com a família, embora ocasionalmente ela sentisse vontade de fugir com ele... e tais ideias se dissipavam rapidamente. Ela inclusive tinha uma filha com ele para reforçar seus laços. Mas veja o que a autora diz a respeito de se casar e como isso pode “desafiar” a força de qualquer amor. 


Sei que a maioria das pessoas românticas ou a favor do matrimônio de maneira tradicional provavelmente serão contra essa afirmativa. E até certo ponto, parece uma contradição pensar que viver perto de quem se ama seja uma motivação para ver o amor degenerar. No entanto, faça uma análise fria e racional dessa possibilidade: será que conviver constantemente próximo do amado ou amada (leia-se morar sob o mesmo teto) ajuda a “esfriar” o sentimento? Seria essa uma tendência mais comum, embora saibamos que existem casamentos que contrariam tal “regra”? Leia esse outro trecho do livro: “Blanca preferia esses encontros furtivos com o amante em hospedarias à rotina de uma vida em comum, ao cansaço de um casamento e ao pesadelo de envelhecer juntos, compartilhando as penúrias do final do mês, o mau cheiro da boca ao acordar, o tédio dos domingos e os achaques da idade”.

Logicamente, sei que ao iniciar uma união ou mesmo um relacionamento amoroso, é normal a gente idealizar as coisas e possivelmente fazer prognósticos favoráveis do que estamos vivenciando e sentindo. Podemos não ter bola de cristal, mas é fácil enxergar o futuro com olhos otimistas e generosos estando juntos quando as coisas vão bem e/ou quando estamos muito apaixonados. É aquela velha história de enxergar tudo como um mar de rosas e podemos ter boas razões para pensar assim. (risos) No entanto, será que o próprio casamento e a rotina inerente ao convívio funciona paradoxalmente como um mecanismo indireto para “destruir” e/ou enfraquecer sentimentos? Será que a “união estável” – civil ou religiosa – traz consigo um progressivo desgaste do que sentimos? Será possível que um certo distanciamento promovido pelo namoro, no qual geralmente os casais mantém certa independência cotidiana, ajuda a manter o encanto e a alimentar (ou preservar) o amor? Naturalmente, lembre-se de que o que está sendo mais questionado aqui são os efeitos da rotina e o convívio constante a longo prazo em circunstâncias amorosas. Dê sua opinião.

11 de abril de 2013

Vida frágil

Ontem compareci ao enterro de um querido tio meu e, como é de se esperar, foi uma ocasião triste e melancólica. Até mesmo o tempo favoreceu isso, pois a tarde estava nublada e chovia. Mesmo sendo os parentes mais próximos (minha tia, duas primas e um primo), já fazia vários anos que não havia aquele contato mais frequente e estreito entre a gente... pelo menos, de minha parte, ainda que seja a irmã mais próxima de minha mãe. Dois desses primos participaram mais de minha juventude (em especial, minha infância e aborrescência) e sinto um certo carinho por eles fomentado pelas lembranças, mesmo que nossos “caminhos” ou estilos de vida hoje sejam tão diferentes. Ainda assim, foi impossível deixar de se emocionar ao ver aquele ambiente de funeral na capela... o corpo de meu tio repousando no caixão... sua família e amigos ao redor. Senti um nó na garganta e foi difícil lutar contra as lágrimas, mas estava ali para confortar outras pessoas... estar presente em um momento difícil. Curiosamente, quando abracei minha prima mais nova de 16 anos, com quem não tinha muita intimidade, foi o momento mais comovente, pois senti um abraço mais duradouro e maior comoção entre a gente. Eu mesmo aproveitei o momento para aliviar o coração. Foi bonito e triste.

Esse meu tio estava internado, sofria e padecia de problemas com o coração. Nesse sentido, foi melhor que ele tenha descansado. Soube que ele faleceu na madrugada de ontem nos braços de minha tia enquanto ela dava suporte e fazia companhia ao marido. Até comentei com minha mãe que era uma benção poder morrer nos braços de quem se ama. E é verdade. Espero poder não estar sozinho ou solitário quando chegar a minha hora, por mais que esse possa ser um pensamento mórbido a princípio. 


O que achava mais marcante na personalidade de meu tio era sua risada (única) e a capacidade de zoar qualquer um. Ele sabia ficar furioso, conversar sério, resmungar ou protestar contra algo, mas seu bom humor sem dúvida era mais contagiante. E convenhamos, todas as famílias têm os seus problemas, defeitos e limitações, mas ele tinha motivos para se orgulhar do clã que possuía... e viu crescer, tendo até netos.

A ocasião serviu também para reforçar a consciência de nossa mortalidade e fazer refletir sobre o fato de lidar com a morte... em especial, com a ausência física permanente de alguém querido. Eu não estou preparado. Acho que não tenho nem estrutura para enfrentar, por exemplo, o falecimento de minha mãe. Acho que sou fraco e imaturo. Meu Deus, eu não consigo imaginar minha reação em tal ocasião, mas acho que só seria uma ruína humana de lágrimas. E mesmo assim, sou capaz de desvalorizar sua presença através da raiva, mau humor ou outros sentimentos negativos. Vergonhoso, imperfeito.

Mais uma vez, a vida se encarrega de demonstrar sua importância através de sua limitação. Não somos eternos. Gostaria de ter mais tempo para viver e aproveitar a companhia de quem me é importante... e isso pode ser tão egoísta! Mas francamente, não preciso ser idoso para perceber como o tempo passa rápido... e nem sempre da maneira como gostaríamos.

Hoje o dia amanheceu mais triste.

9 de abril de 2013

A complexa sexualidade

Há séculos a humanidade manifesta uma diversidade em sua sexualidade. Se for necessário, bastaria fazer uma pesquisa histórica para analisar esse fato. Mesmo assim, embora não seja especialista na área, parece que a sociedade está lidando com uma mudança antropológica envolvendo sua maneira de demonstrar como lidar e “enfrentar” o que é “diferente”, já que este – o incomum, o exótico, o “estranho” – não parece estar interessado em estar apenas nas “sombras” ou ser “discreto”.

Nos últimos anos é perceptível a maior exposição de pessoas envolvendo orientações sexuais diferentes do tradicional heterossexual. Além disso, existem os indivíduos com manifestações de identidades de gêneros divergentes do próprio sexo biológico, como é o caso dos transexuais. Muitas pessoas inclusive têm se aproveitado da mídia para poderem assumir sua condição ou mesmo divulgar um comportamento defendendo sua “filosofia sexual”. A internet então é um espaço riquíssimo para disseminar rapidamente uma notícia, criar polêmica ou espalhar determinada “novidade”. Não vou citar exemplos concretos pois não vejo tal necessidade.


O fato é que nas ruas e no ciberespaço o público LGBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros) têm saído mais do anonimato (ou da passividade) e defendido mais sua dita causa contra a homofobia e procurado conquistar mais “espaço”. Da mesma forma, assim como esse movimento ganhou força, muitas pessoas contrárias a essas práticas ou orientações sexuais saíram em defesa de suas ideias, valores, crenças etc. para justificar seu posicionamento. O que se vê é uma disputa ideológica, verbal e violenta entre os diferentes lados dessa guerra. E o palco armado encontra-se na própria sociedade, pois parece difícil haver uma coexistência pacífica e respeitosa. Por mais que os tempos sejam outros, a maior liberdade – mesmo na legislação ao conquistar o direito ao casamento – favorece certo “antagonismo”.

Tenho acompanhado comentários ou a participação do público em páginas que possuam temática LGBT – mesmo sendo uma simples notícia, por exemplo – e vejo frequentemente muita intolerância, hostilidade, negativismo etc. no que leio. 

Se me permite, gostaria de abrir um parêntese. Isso me lembrou até uma frase que já li nos quadrinhos envolvendo os X-Men e os humanos. Em virtude da caça, perseguição e hostilidade franca perante os mutantes, o professor Xavier disse que as pessoas costumam sentir medo ou ódio do que não entendem. Qual é a sua opinião a respeito da maior exposição e liberdade do universo LGBT?

28 de março de 2013

"Amizades" convenientes

A amizade pode ser um artigo raro, mas é de difícil manutenção (ou mera ilusão) quando não existe reciprocidade. Essa pode ser uma afirmativa óbvia em matéria de relação humana, mas observo com tristeza e atenção que algumas pessoas só valorizam e dão atenção quando elas DESEJAM (no sentido de terem um interesse secundário), PRECISAM ou isso CONVÉM de algum modo. Falo por experiência própria e recente. Quer dizer, você pode se aproximar de uma pessoa em um momento difícil e tudo ocorre bem, mas quando esse mesmo indivíduo se reergue, tu é esquecido. Com sorte, você é supérfluo ou uma opção adicional. (risos) 



Lamentável. É claro que o ideal é fazer algo pelo próximo sem esperar retribuição, mas no fundo acho natural haver empatia... gratidão... ou mesmo uma pitada de “consciência” para saber valorizar quem te considera relevante ou especial com atitudes. O retorno é uma moeda de troca natural em uma relação saudável e verdadeira. Quando você também começa a precisar chamar a atenção sempre ou tomar a iniciativa para simplesmente obter notícias, isso pode ser um sintoma de que essa “amizade” possui medidas diferentes para as duas partes. 

Em parte, fico decepcionado por analisar certos comportamentos e ver que não há outra saída a não ser me afastar. Por outro lado, sei que isso ajuda a separar os verdadeiros amigos dos “amigos de ocasião”. Seja como for, acho posso me dar por feliz por não ter feito essa “escolha” pelos dois. Ao meu ver, existem critérios salutares que justificam ou não a existência de uma amizade.

"Almost Unreal - Roxette" (1993)

Posto aqui a música do filme Super Mario Bros (1993), o qual eu gosto muito. :)

Who cares? [2]

That's a such stupid real thing. Would I mind about that? And the mind says: "Yeah, you would."